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Confira a coletiva da Polícia Federal e Gaeco sobre a Operação Cadeia Alimentar

Agentes cumpriram 9 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (6), em 32 cidades do estado
Operação Cadeia Alimentar
Agentes cumpriram 9 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (6), em 32 cidades do estado

Agentes cumpriram 9 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (6), em 32 cidades do estado

A operação “Cadeia Alimentar”, deflagrada em 2015, inicialmente investigou fraude fiscal e corrupção em um frigorífico de Brodosque. A empresa subdimensionava estoques para vender produtos sem notas fiscais, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 32 milhões aos cofres públicos e corrompia agentes públicos com propina próxima de R$ 1 milhão.

Fraude Fiscal e Corrupção

As investigações revelaram que fiscais aceitaram suborno, autuando a empresa por apenas R$ 500 mil, uma fração do valor devido. O esquema envolveu três agentes fiscais, incluindo o chefe da equipe, que emitiam ordens de serviço direcionadas para os envolvidos no esquema de corrupção.

Fraudes em Licitações

A operação expandiu-se para além da fraude fiscal, descobrindo um cartel entre empresas que fraudavam licitações para fornecimento de alimentos, especialmente carnes para merenda escolar e cestas básicas. O esquema atingiu 32 municípios paulistas, com indícios de participação de servidores públicos municipais e políticos. A investigação identificou a participação de pelo menos seis empresas além do frigorífico principal, que se revezavam em licitações fraudulentas. Foram apreendidos cerca de R$ 200 mil em dinheiro, além de bens bloqueados pela Justiça.

Desdobramentos e Prisões

A complexidade do caso levou à cisão da investigação entre a Justiça Estadual (focada na fraude fiscal e corrupção de agentes estaduais) e a Justiça Federal (envolvendo fraudes em licitações com verbas federais). A operação resultou em oito prisões (seis homens e duas mulheres), mandados de busca e apreensão, e o afastamento de servidores públicos. As investigações continuam para apurar a participação de outros envolvidos, incluindo servidores municipais e políticos.

As investigações, que duraram mais de dois anos, demonstram a complexidade das fraudes e a necessidade de ações conjuntas entre diferentes esferas de governo para combater a corrupção e garantir a transparência na gestão pública. O trabalho conjunto entre Gaeco e Polícia Federal foi fundamental para desvendar o esquema e responsabilizar os envolvidos.

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