Número de mortes e ocupação de leitos devem aumentar nas próximas semanas, de acordo com professor
Nesta terça-feira, Ribeirão Preto registrou 198 novos casos de COVID-19, elevando o total para 2.715 desde o início da pandemia. A taxa de ocupação de leitos de UTI chegou a quase 85%, com 11 mortes registradas. O médico e pesquisador Rodrigo Stabeli, da Fiocruz, analisa a situação.
Aumento de Casos e a Reabertura
Segundo Stabeli, o aumento significativo de casos em Ribeirão Preto é reflexo do relaxamento da quarentena na segunda quinzena de maio, mesmo com o decreto de reabertura consciente em 1º de junho. A cidade não estava preparada para essa reabertura, e o vírus se espalhou com maior intensidade. Nas próximas semanas, espera-se um aumento ainda maior no número de casos, mortes e ocupação de leitos de UTI.
Preocupação com a Ocupação de Leitos de UTI
A alta taxa de ocupação de leitos de UTI (quase 85% em Ribeirão Preto) é uma grande preocupação. Algumas cidades da região já operam com 100% de ocupação, impossibilitando o atendimento de casos graves. Ribeirão Preto, referência para outras 20 cidades, também está próxima do limite, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde e atrasar o atendimento a pacientes graves de outras localidades.
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Novas Diretrizes e o Uso da Dexametasona
O protocolo de atendimento para COVID-19 foi alterado. Agora, recomenda-se procurar atendimento médico para qualquer sintoma, mesmo leve, devido à rápida progressão da falta de ar. Quanto ao uso da dexametasona, um corticoide que mostrou eficácia na redução de mortes em pacientes graves de COVID-19, Stabeli alerta para a importância de não se automedicar. O medicamento só deve ser usado sob orientação médica em casos graves e internados, não sendo eficaz para casos leves ou como forma de prevenção.
O distanciamento físico e o uso de máscaras continuam sendo essenciais para controlar a disseminação do vírus. A situação em Ribeirão Preto reflete a dinâmica da infecção, com um aumento exponencial de casos a cada sete dias, e a necessidade de uma coordenação centralizada para a reabertura do comércio e auxílio aos municípios, evitando um colapso no sistema de saúde e um possível caos social.



