Ouça a coluna ‘Cinema’ com Marcos de Castro
Nesta semana, nossa coluna de cinema traz uma análise de O mapa das pequenas coisas perfeitas, filme disponível na Amazon Prime. Conversamos com o ator e crítico de cinema Marcos de Castro para discutir essa produção.
Um novo John Hughes?
Marcos iniciou a conversa comentando a curiosidade do título e levantou a hipótese de uma possível influência de John Hughes, cineasta conhecido por seus filmes sobre romances adolescentes. Ele traçou um paralelo com outros filmes que abordam o tema de forma leve e sutil, como Sierra Burgess Is a Loser, da Netflix. A comparação com Hughes surge pela temática central do filme: o amor adolescente.
Enredo e Desempenho
O mapa das pequenas coisas perfeitas acompanha um jovem que vive o mesmo dia repetidamente. A trama se assemelha a outros filmes como Feito do Tempo e Como se Fosse a Primeira Vez, porém, segundo Marcos, Ian Fannos (diretor) consegue imprimir uma sutileza inédita à história. A presença de uma protagonista feminina, que também vivencia a mesma anomalia temporal, adiciona um elemento crucial à narrativa. O filme explora a ideia de que, mesmo em uma realidade repetitiva, a conexão entre os personagens se torna única e especial. A trama culmina na decisão de um dos protagonistas em querer retornar à vida real, questionando o que realmente importa em meio à rotina.
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Interpretação e Sucesso
Para Marcos, a interpretação dos atores foi fundamental para o sucesso do filme. Ele destaca a química entre o casal protagonista, considerando-os talentosos e com potencial para se tornarem grandes nomes do cinema. A escolha acertada do elenco, combinada com a direção competente e a edição impecável, contribuiu para que o filme se destacasse de produções similares. A comédia romântica, apesar de abordar um tema já explorado, consegue se diferenciar pela sutileza da narrativa e pela atuação convincente dos atores. O filme, portanto, se apresenta como uma opção agradável e envolvente para os amantes do gênero.



