Ator e crítico de cinema, Marcos de Castro analisa a produção de 2h40, que estreou na última semana; ouça a coluna ‘Cinema’
A continuação de Pantera Negra, Wakanda Para Sempre, gerou expectativas elevadas, não apenas entre os fãs de quadrinhos, mas também para o público em geral. Apesar de uma produção repleta de desafios, o filme apresenta pontos altos e baixos que merecem análise.
Pontos Fortes: Atuação e Homenagem
A atuação de Angela Bassett como Rainha Ramonda é um destaque, com muitos críticos a apontando como merecedora de um Oscar. Suas cenas ao lado de Lupita Nyong’o são eletrizantes, demonstrando a força e a grandeza das atrizes. O filme também presta uma linda homenagem ao falecido Chadwick Boseman, o que se sente como parte essencial da alma do filme.
Pontos Fracos: Roteiro e Protagonista
Apesar dos pontos positivos, o roteiro apresenta alguns problemas. A escolha de Shuri como protagonista, personagem secundária no filme anterior, gera um desequilíbrio. Sua atuação não consegue alcançar a mesma força e carisma de Chadwick Boseman, o que fica evidente em cenas ao lado de atrizes mais experientes. A narrativa tenta abarcar muitos temas e personagens, resultando em uma trama extensa e com ritmo irregular. O tempo de quase três horas não é totalmente aproveitado, com momentos de melodrama excessivo que poderiam ter sido melhor explorados.
Considerações Finais
Wakanda Para Sempre é um filme bom, mas não chega a superar o impacto do original. A pressão de suceder um clássico, aliada ao lançamento próximo de Avatar 2, parece ter influenciado na produção. Embora apresente ótimas atuações e homenagens significativas, o roteiro e a escolha da protagonista geram uma experiência que, apesar de positiva, fica aquém das expectativas criadas.



