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Confira alguns cuidados durante o tempo seco e frio

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tempo seco e frio
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Com a chegada do inverno, a asma se torna uma preocupação ainda maior para muitas pessoas. O frio e a maior permanência em ambientes fechados podem exacerbar os sintomas. Para entender melhor essa condição, conversamos com o pneumologista Júlio César Bruno, que compartilhou informações valiosas e orientações importantes.

Sintomas e Crises de Asma

O principal sintoma da asma é a falta de ar, também conhecida como dispneia. Essa falta de ar se manifesta em crises, geralmente de forma súbita e, frequentemente, durante a noite. A tosse, que pode ser seca ou produtiva, e o chiado no peito, especialmente ao expirar, também são comuns. Essas crises costumam melhorar significativamente com o uso de broncodilatadores.

É importante diferenciar a asma da gripe, embora ambas possam coexistir e a gripe possa agravar as crises de asma. A variação climática típica desta época do ano também contribui para o aumento das crises respiratórias, tornando a asma uma das doenças típicas do inverno.

Asma: Controle, Não Cura

A asma não tem cura, sendo uma doença crônica que exige acompanhamento contínuo. Embora possa haver períodos de acalmia que duram anos, isso não significa que o paciente está curado, mas sim controlado. O acompanhamento médico regular e a vacinação contra a gripe são medidas preventivas importantes.

Existem programas de orientação para médicos clínicos gerais sobre o controle da asma, indicando quando o paciente precisa ser encaminhado a um especialista. O tratamento da asma deve ser contínuo, mesmo fora das crises, para evitar o agravamento da condição a longo prazo.

Cuidados Domiciliares e Prevenção

Para asmáticos, o ambiente doméstico merece atenção especial. Alergias desempenham um papel importante na asma, portanto, é crucial controlar os agentes desencadeadores em casa. A poeira, que contém ácaros, é um dos principais vilões. Recomenda-se remover tudo que acumule poeira, especialmente no quarto, onde a pessoa dorme.

O uso de umidificadores ou vaporizadores pode ser benéfico, mas sem exageros. Um pano úmido ou um vaporizador por curtos períodos durante a noite podem ajudar. A limpeza e a higienização do dormitório são fundamentais.

Ao apresentar sintomas, é essencial procurar orientação médica, seja de um clínico geral ou de um especialista, dependendo da gravidade. A automedicação deve ser evitada, pois pode levar a erros de diagnóstico e tratamento.

O pneumologista Júlio César Bruno agradeceu a oportunidade de compartilhar essas informações e orientações com os ouvintes.

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