Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
Após um ano de instabilidade no mercado internacional, surgem questionamentos sobre as perspectivas para o próximo ano. Analistas indicam que 2014 pode marcar o início do fechamento do ciclo econômico inaugurado pela crise de 2008.
O Legado da Crise de 2008
A resposta dos Estados Unidos à crise de 2008 envolveu a redução das taxas de juros a patamares historicamente baixos, atingindo 0,25% ao ano, juntamente com uma expansão significativa da liquidez. Essa medida, embora necessária para a recuperação, resultou na desvalorização do dólar.
Reajuste das Taxas de Juros nos EUA
Com a economia americana em recuperação, espera-se uma redução gradual dessa expansão de liquidez. A partir de 2015, projeta-se um aumento suave das taxas de juros nos Estados Unidos, buscando um retorno ao padrão histórico de 5% para as taxas de longo prazo, que atualmente giram em torno de 2,8%.
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Sinais de Recuperação na Europa e o Crescimento Surpreendente da China
A Europa, após atingir o ponto mais baixo, começa a apresentar sinais de recuperação econômica, evitando a recessão na zona do euro, embora com um crescimento modesto do PIB e altas taxas de desemprego. Surpreendentemente, a China continua a impulsionar o crescimento global, com um crescimento do PIB acima de 7,5% em 2013, acompanhado de transformações significativas em seu sistema financeiro.
O Desempenho do Japão
O Japão também surpreendeu em 2013, impulsionado por políticas de expansão de liquidez implementadas pelo governo, alcançando um crescimento de 2,2% a 2,5%, um marco significativo após mais de uma década de estagnação.
O cenário internacional aponta para um ciclo de recuperação pós-crise de 2008, o que pode influenciar positivamente a economia brasileira. Se o Brasil realizar os ajustes necessários em sua gestão fiscal, o país poderá consolidar seu papel como protagonista no cenário econômico global, melhorando a qualidade de vida de sua população.