Ator e crítico de cinema, Marcos de Castro, comenta sobre os longas; ouça a coluna ‘Cinema’ desta quinta-feira (12)
Duas estreias agitam as telonas: O Peso do Talento e O Homem do Norte.
Nicolas Cage em O Peso do Talento: uma comédia meta
O Peso do Talento traz Nicolas Cage interpretando a si mesmo, em meio a uma crise de identidade e financeira. O filme se utiliza da auto-sátira, com Cage interagindo com personagens de seus filmes anteriores, como o icônico Elvis de Coração Selvagem. Embora a paródia seja o ponto central, o longa também explora a reaproximação do ator com sua filha, adicionando um toque emocionante à trama. A crítica destaca a ousadia do projeto, mas aponta que o filme poderia ter explorado mais a fundo a vasta filmografia de Cage, além de se aprofundar na relação complexa entre o ator e sua família.
O Homem do Norte: um épico de vingança
Com direção de Robert Eggers (A Bruxa e O Farol), O Homem do Norte é um filme de vingança com estética grandiosa e cenas de ação brutais. Contando com um elenco de estrelas como Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Anya Taylor-Joy e Willem Dafoe, o longa apresenta uma trama clássica, mas com uma execução visualmente impactante. A crítica elogia a violência visceral e o talento do elenco, destacando a performance de Skarsgård e a presença marcante de Bjork como uma feiticeira. O filme é descrito como um blockbuster artístico, que equilibra a narrativa épica com a estética singular de Eggers.
Reflexões sobre o cinema atual
Ambas as produções demonstram diferentes abordagens cinematográficas. Enquanto O Peso do Talento aposta na comédia meta e na autoconsciência, O Homem do Norte prioriza a grandiosidade visual e a ação visceral. Em ambos os casos, o talento dos atores se destaca, ofuscando a dependência de efeitos visuais. A diversidade de gêneros e estilos demonstra a riqueza e a variedade do cinema contemporâneo, oferecendo opções para diferentes públicos e preferências.



