Zootecnista do bosque, Alexandre Gouvêa, explica como os profissionais ajudam os animais enfrentarem o frio
As temperaturas noturnas estão mais baixas, e isso afeta não apenas os humanos, mas também os animais silvestres. No Bosque Isológico de Ribeirão Preto, os animais modificam seus comportamentos e necessitam de cuidados especiais para enfrentar o frio.
Adaptações para o frio
Para ajudar os animais a lidar com as baixas temperaturas, os zootecnistas do Bosque Isológico adotam diversas estratégias. São colocados fenos nos recintos, principalmente para mamíferos como antas, capivaras, primatas, cachorros-do-mato e raposas. O feno, por sua fermentação natural, gera calor e conforto. Além disso, são oferecidas coberturas para os primatas.
Alimentação especial
A alimentação também é ajustada para os dias mais frios. O setor de nutrição calcula dietas mais calóricas, ricas em alimentos energéticos como mel, banana, pimenta-de-limão, ovos e legumes cozidos. Essa mudança garante que os animais recebam a energia necessária para se manterem aquecidos.
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Mudanças de comportamento
Os animais também exibem mudanças comportamentais. Primatas, como saguis e macacos-pregos, ficam mais próximos e até abraçados para se aquecerem. Já animais como cachorros-do-mato, raposas e lobinhos procuram locais ensolarados. Aves como papagaios e araras buscam abrigo sob árvores. Os répteis, por não conseguirem controlar sua temperatura interna, recebem atenção especial, pois são mais vulneráveis às baixas temperaturas.
Com a previsão de temperaturas ainda mais baixas para a próxima semana, os cuidados com os animais do Bosque Isológico serão redobrados, garantindo o bem-estar de toda a fauna durante o inverno.



