Ouça a coluna ‘CBN Nutrição’, com Maria Cristina Trovó
Especialistas classificam o crescimento de pessoas com excesso de peso e obesidade como uma epidemia global que requer atenção contínua. Apesar dos avanços científicos em nutrição e saúde, médicos e nutricionistas afirmam que a principal estratégia de combate permanece sendo a reeducação alimentar, associada à atividade física regular e ao equilíbrio emocional.
Reeducação alimentar e rotina de refeições
Profissionais defendem a substituição de dietas radicais por mudanças sustentáveis nos hábitos alimentares. Uma prática frequentemente recomendada é a realização de seis a sete refeições diárias, que ajuda a manter o metabolismo ativo. Longos intervalos entre refeições e a redução excessiva do número de refeições podem prejudicar o organismo, já que ele precisa de um aporte constante de nutrientes para desempenhar funções básicas.
Lanches, controle do apetite e obstáculos psicológicos
Os lanches têm papel importante na prevenção do consumo exagerado de alimentos calóricos e pobres em nutrientes, sobretudo no fim da tarde, quando muitas pessoas sentem maior fome — o pico mais comum ocorre por volta das 17 horas. Especialistas recomendam combinar carboidratos e proteínas nesses lanches para melhorar a saciedade e reduzir episódios de compulsão.
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A perda de peso também enfrenta barreiras psicológicas, em especial quando a redução estagna nos últimos quilos. Nesses momentos, disciplina e motivação tornam-se essenciais para a continuidade da reeducação alimentar.
Abordagens por perfil e riscos à saúde
As estratégias variam conforme o público. Em crianças, a intervenção é feita em conjunto com a família e tem caráter educativo, explicando grupos alimentares e seus benefícios. Para quem fica muito tempo em casa, a proximidade com a cozinha pode aumentar a ingestão de petiscos — recomenda-se manter opções saudáveis à vista e ocupar as mãos com outras atividades. Já quem trabalha fora precisa planejar e não pular lanches, levando castanhas, frutas frescas ou secas e usando lembretes para evitar longos intervalos entre refeições.
O abandono de um plano alimentar equilibrado eleva o risco de problemas crônicos, como hipertensão, resistência insulínica, aumento do colesterol, doenças cardíacas e esteatose hepática. Profissionais destacam que o foco deve ser na escolha dos alimentos, nas quantidades e nos horários adequados, e não apenas na redução calórica.
Mudanças progressivas, acompanhadas por um profissional de saúde, são recomendadas para assegurar que a perda de peso ocorra com segurança e que os novos hábitos sejam mantidos a longo prazo.