Seis meses se passaram desde o começo da pandemia; o que aprendemos nesse período? O que a medicina já sabe? Confira!
Quando a pandemia de coronavírus começou, o conhecimento sobre o vírus era limitado. Inicialmente, os médicos se basearam em epidemias respiratórias anteriores para orientar a população, focando na transmissão por gotículas.
Transmissão por Aerossol
A compreensão da transmissão evoluiu. Descobriu-se que, além das gotículas que caem rapidamente, o vírus também se espalha por aerossóis: partículas que permanecem suspensas no ar por horas. Essa constatação levou a Organização Mundial da Saúde a reconhecer a transmissão aérea do vírus, após pesquisa de cientistas, incluindo o brasileiro Dr. Paulo Saudiva da Faculdade de Medicina da USP.
Fatores de Risco e Medidas Preventivas
Com base em estudos, como o da organização inglesa Information is Beautiful, foram categorizados os níveis de risco de contágio. Atividades ao ar livre apresentam baixo risco, enquanto ambientes fechados e com aglomerações, como casas noturnas e estádios de futebol, representam alto risco. A duração da exposição também é crucial; o risco aumenta exponencialmente após 15 minutos de contato próximo com uma pessoa infectada. Medidas como o uso de máscaras, ventilação de ambientes e higiene das mãos continuam sendo fundamentais na prevenção.
Considerações Adicionais
Preocupações iniciais com a contaminação por calçados e roupas mostraram-se menos relevantes que a higienização de embalagens e o cuidado com a carga viral. A gravidade da infecção está relacionada à quantidade de vírus inalada, e o uso de máscaras e a lavagem de mãos contribuem para reduzir essa carga. A transmissão do coronavírus pelo ar, associada à poluição, é um fator relevante a ser considerado.



