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Confira o quarto episódio da série ‘Memórias da Alta Mogiana’

Saiba mais sobre a riqueza cultural presente nos prédios ao redor das praças XV de Novembro, Carlos Gomes e Barão do Rio Branco
Memórias da Alta Mogiana
Saiba mais sobre a riqueza cultural presente nos prédios ao redor das praças XV de Novembro, Carlos Gomes e Barão do Rio Branco

Saiba mais sobre a riqueza cultural presente nos prédios ao redor das praças XV de Novembro, Carlos Gomes e Barão do Rio Branco

Ribeirão Preto: Um passeio pela história de uma cidade que respira cultura e progresso

Dos primeiros imigrantes ao ciclo do café

Fundada oficialmente em 1856, Ribeirão Preto recebeu seus primeiros habitantes ainda antes desta data. Imigrantes do sul de Minas Gerais chegaram à região em busca de subsistência por meio da agricultura e da criação de gado. Porém, foi a partir da década de 1870, com a consolidação da cidade como polo cafeeiro, que se deu início a uma nova onda migratória, desta vez composta principalmente por italianos, além de espanhóis, portugueses e austríacos. Estes imigrantes trouxeram consigo influências culturais e sociais significativas, muitos deles com mentalidade empreendedora, dedicando-se ao comércio e impulsionando a economia local.

O centro histórico: berço cultural e arquitetônico

O crescimento de Ribeirão Preto se deu em torno das praças da região central, área de ocupação da elite da época. No quadrilátero formado pelas praças XV de Novembro, Carlos Gomes e Barão do Rio Branco, foi erguida a primeira Igreja, a Velha Matriz (1870). Após o desabamento das torres da matriz no final do século XIX, uma nova e imponente igreja foi construída na Praça das Bandeiras. Ainda no século XIX, mais precisamente em 1897, foi inaugurado o Teatro Carlos Gomes, na área onde hoje se encontra a Praça Carlos Gomes. Considerado o maior, melhor e mais luxuoso teatro do sul do Brasil na época, ele contribuiu para que Ribeirão Preto fosse apelidada de “A Petite Paris”, devido à intensa vida cultural e noturna. A cidade também abrigou um cemitério nos arredores da Praça XV de Novembro, que foi sucessivamente transferido para diferentes locais, culminando no atual Cemitério da Saudade.

Restauração e Preservação do Patrimônio Histórico

A Rua Duque de Caxias, no centro da cidade, destaca-se pela elegância de seus casarões e palacetes construídos no auge do ciclo do café. Imóveis históricos como o Palacete Camilo de Matos e a antiga mansão de Sinhaj Junqueira (atual Biblioteca Autino Arantes), ambos tombados pelo patrimônio cultural, estão passando por restaurações graças à iniciativa privada. Empresários estão investindo na recuperação destes prédios, mantendo a originalidade arquitetônica e utilizando mão de obra local. Este esforço demonstra o compromisso com a preservação da memória e da beleza arquitetônica de Ribeirão Preto, revitalizando o centro da cidade e resgatando a história para as futuras gerações. O quarteirão Paulista, com o Teatro Pedro II, o antigo Palácio Hotel e o Edifício Meira Júnior (onde funciona o tradicional Pingüim), representa um importante marco da arquitetura e da cultura da cidade, construído com o financiamento da Cervejaria Paulista na década de 1930, período de destaque do setor industrial na região.

A história de Ribeirão Preto é um rico testemunho da imigração, do desenvolvimento econômico e da preservação cultural, combinando o progresso com a valorização de seu passado.

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