O último capítulo da série tenta desvendar qual será o futuro da música sertaneja; o material é uma produção de Heloisa Zaruh
O sertanejo, gênero musical que passou por diversas fases, desde a sofrência até o universitário, demonstra atualmente uma capacidade singular de agregar diferentes estilos, sem perder sua identidade.
A hibridização do sertanejo
Leandro, da dupla com Victor, destaca a versatilidade do sertanejo. Em vez de competir, o gênero absorve influências de outros ritmos, como o funk carioca e o forró, numa demonstração de adaptação e crescimento. Essa capacidade de agregar estilos é apontada como um dos fatores-chave para a longevidade do sertanejo no topo das paradas.
A volta às origens: a viola caipira
Apesar da evolução, a viola caipira, instrumento fundamental na história do sertanejo, enfrenta um paradoxo. Guilherme Tenório, bacharel em viola caipira, observa que o nome “viola caipira” é amplamente utilizado, mas o instrumento em si não tem a mesma presença na mídia. Há uma busca pela tradição, mas a realidade é que a viola muitas vezes fica relegada a um segundo plano, mesmo em eventos que carregam seu nome. A expectativa é que haja uma “peneira” no mercado musical, com uma possível diminuição do sertanejo universitário e um retorno às raízes.
Leia também
O futuro do sertanejo: um retorno à essência?
A cantora Gabiça Comã, apesar de atuar no sertanejo universitário, acredita na volta do estilo raiz. Há uma busca por identidade e pela essência do gênero, que remete às temáticas do campo, do trabalho, da família e da vida simples. O futuro do sertanejo, segundo alguns, pode ser uma volta a essas origens, resgatando a simplicidade e a força da música tradicional. Embora o futuro seja incerto, a história demonstra a capacidade de adaptação do sertanejo, sugerindo que o gênero seguirá evoluindo e se reinventando.



