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Confira o quinto e último episódio da série ‘O Campo Futuro’

Quais riscos corremos com a crise hídrica que assola o país? Capítulo cinco analisa os efeitos causados pela falta d'água
Campo Futuro
Quais riscos corremos com a crise hídrica que assola o país? Capítulo cinco analisa os efeitos causados pela falta d'água

Quais riscos corremos com a crise hídrica que assola o país? Capítulo cinco analisa os efeitos causados pela falta d’água

A crise hídrica de 2014 em São Paulo expôs a fragilidade do sistema Cantareira e a intrínseca relação entre o campo e a disponibilidade de água na capital. Um mapeamento com imagens de alta resolução revelou que boa parte do sistema sofre com usos inadequados da água, comprometendo tanto a qualidade quanto a quantidade.

Degradação ambiental e a crise hídrica

A maior parte dos rios que abastecem o Cantareira nasce na Serra da Mantequeira, região onde a pecuária predomina. A transformação de quase metade das terras em pastos mal cuidados contribuiu significativamente para a crise. O solo degradado leva à erosão, assoreamento de nascentes e rios, e redução da capacidade de armazenamento das represas. A entrada de solo nas represas diminui a capacidade de armazenamento de água, agravando o problema.

Soluções inovadoras no campo

Em resposta à crise, o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) lançou o projeto Semeando Água, incentivando fazendeiros a adotarem práticas de manejo sustentável. O pecuarista Ricardo Troster, por exemplo, dividiu seu pasto em 22 piquetes, permitindo a rotação do gado e a recuperação da vegetação. Essa técnica dobrou a produtividade, melhorou a retenção de água no solo, aumentou a biodiversidade e dobrou o volume de água nas nascentes. Em outra fazenda, a adoção de pastagens ecológicas diminuiu a infestação de carrapatos, reduzindo a necessidade de remédios e impactando positivamente o meio ambiente.

Tecnologia e eficiência na agricultura

A agropecuária é o setor que mais consome água no Brasil, com 72% do volume total destinado à agricultura irrigada. A presidente de um grupo com 13 fazendas de laranja, Sarita Junqueira, destaca a importância da eficiência e da consciência ambiental no agronegócio. A tecnologia de irrigação por gotejamento, inspirada em técnicas israelenses, permite economizar de 30% a 40% de água em comparação com outros sistemas, reduzindo o consumo de energia e a aplicação de fertilizantes. Essa tecnologia garante que a água e os nutrientes sejam aplicados diretamente às plantas, evitando desperdícios e impactos negativos no meio ambiente.

A segurança hídrica depende de ações integradas, que contemplem desde a preservação das nascentes até a adoção de tecnologias modernas na agricultura. O futuro do campo se constrói gota a gota, com investimento, consciência, tecnologia e o compromisso de cada agricultor em construir um mundo sustentável e sem fome.

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