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Os casos de reinfecção pela Covid-19 pode influenciar na chamada 'imunidade de rebanho'? Ouça o que pensa os especialistas
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Os casos de reinfecção pela Covid-19 pode influenciar na chamada 'imunidade de rebanho'? Ouça o que pensa os especialistas

Os casos de reinfecção pela Covid-19 pode influenciar na chamada ‘imunidade de rebanho’? Ouça o que pensa os especialistas

A busca pela imunidade de rebanho contra a COVID-19 tem gerado debates acalorados. Inspirada no modelo da imunização animal, a ideia de que uma alta porcentagem da população infectada interromperia a pandemia precisou ser revisada.

Imunidade de Rebanho: Mitos e Realidades

Inicialmente, estimativas baseadas em modelos veterinários apontavam para a necessidade de 70% da população infectada para alcançar a imunidade de rebanho. No entanto, estudos recentes em cidades europeias, onde a pandemia já está em regressão, revelam que a imunidade coletiva foi alcançada com apenas 10% a 20% da população infectada. Isso não significa que apenas essa parcela da população será infectada, mas sim que, a partir de um certo ponto, a epidemia começa a desacelerar progressivamente.

Fatores que Influenciam a Imunidade de Rebanho

A diferença entre a imunidade de rebanho em humanos e em animais se deve às diferentes rotinas e comportamentos individuais. No caso do coronavírus, aqueles que circulam mais e, portanto, transmitem mais o vírus, foram os primeiros a serem infectados e a desenvolver imunidade. Essa remoção natural dos indivíduos mais transmissores contribui para uma eficácia maior do processo, necessitando de uma menor porcentagem da população imunizada para conter a disseminação viral.

Perspectivas e Precauções

Embora cidades como Serrana (SP) tenham demonstrado estabilização da curva de novos casos após 10% da população ser infectada, especialistas alertam para a necessidade de cautela. A infectologista Natasha Nikos destaca que ainda é cedo para relaxar as medidas de proteção, principalmente considerando a incerteza sobre a duração da imunidade. O retorno à normalidade pode aumentar o número de indivíduos suscetíveis, potencialmente gerando um segundo degrau na curva epidêmica, ao invés de uma segunda onda, como aponta o médico e professor Eduardo Massade. Ele acredita que o vírus tende a diminuir sua letalidade com o tempo, tornando-se uma infecção recorrente, semelhante à gripe, com menor impacto a cada ano. A busca por vacinas e tratamentos eficazes permanece crucial para controlar a pandemia e garantir a segurança da população.

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