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Confira o segundo capítulo da série ‘História do Sertanejo’

A popularização do sertanejo, que atrásra invade as cidades, abre espaço as letras românticas
História do Sertanejo
A popularização do sertanejo, que atrásra invade as cidades, abre espaço as letras românticas

A popularização do sertanejo, que atrásra invade as cidades, abre espaço as letras românticas

Do Caipira ao Romântico: Uma Evolução Musical

A trajetória da música sertaneja é marcada por transformações significativas, desde suas raízes caipiras até o sucesso estrondoso do sertanejo romântico. Artistas como Cornélio Pires e sua turma deram início a essa jornada, com a dupla José Rico e Milionário introduzindo elementos da música mexicana. Na mesma época, a inovação se fazia presente com duplas como Carreiro e Capataz, que fusionaram o sertanejo com o samba, criando a moda de viola.

A Eletrificação e a Jovem Guarda

A guitarra elétrica marcou uma nova era, com a dupla Léo Canhoto e Robertinho. Sérgio Reis, integrante da Jovem Guarda, levou o sertanejo para um público mais amplo. A década de 1980 assistiu à popularização do gênero nas rádios e na televisão, com trilhas sonoras de novelas como ‘Tieta’ contribuindo para sua difusão. As mudanças na melodia e nos temas, da vida rural para a urbana, prenunciavam a chegada do sertanejo romântico.

O Sucesso do Sertanejo Romântico e Novas Influências

O lançamento de ‘É o Amor’, em 1991, por Zezé di Camargo e Luciano, foi um marco. Em apenas seis meses, o álbum alcançou o topo das paradas e rendeu disco de platina duplo, consolidando a presença de boleros e baladas românticas na música brasileira. Na mesma época, surgia a dupla João Pedro e Cristiano, que, embora seguisse a linha dos filhos de Francisco, incorporava elementos da MPB. A música ‘Vida Cigana’, de Geraldo Espíndula, na interpretação da dupla, exemplifica essa mistura de estilos. O grande desafio da época era alcançar as rádios, e a viola teve papel fundamental na transição do sertanejo raiz para o romântico, carregando as histórias do sertão para a cidade, em tempos sem a ubiquidade da televisão e da internet. A viola, com sua capacidade de narrar o dia a dia do caipira, permeou a evolução do estilo, misturando-se a boleros e mazurcas a partir dos anos 40 e 50. A ascensão comercial do sertanejo romântico permitiu sua expansão e mistura com outras vertentes, como no trabalho de Almir Sater, que combina moda de viola e blues.

A evolução do sertanejo, de suas raízes caipiras ao romantismo e além, demonstra a capacidade de adaptação e a riqueza de influências que moldaram um dos gêneros musicais mais populares do Brasil.

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