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Confira o segundo episódio da série especial sobre o novo coronavírus

Pesquisadores traçam o caminho que a doença percorreu no Brasil; a matéria é de Marcelo Ferri
novo coronavírus
Pesquisadores traçam o caminho que a doença percorreu no Brasil; a matéria é de Marcelo Ferri

Pesquisadores traçam o caminho que a doença percorreu no Brasil; a matéria é de Marcelo Ferri

A professora de inglês Beatriz Onofre foi uma das primeiras pessoas no Brasil a testar positivo para o coronavírus. Ela estava em viagem ao Irã quando o vírus começou a se espalhar pelo mundo. Em entrevista, Beatriz relata a surpresa ao receber o diagnóstico, já que não apresentava sintomas e nem outros passageiros que chegaram com ela apresentaram a doença.

Primeiros Casos e a Dispersão do Vírus

O primeiro exame positivo para o coronavírus no Brasil saiu no dia 26 de fevereiro, em um empresário de 61 anos que retornara da Itália. As autoridades conseguiram isolar o paciente e sua família, mas estudos posteriores indicam que o vírus já circulava no país pelo menos dez dias antes do carnaval, segundo a imunologista Esther Sabino. A facilidade de transmissão em um período de muitas festas contribuiu para a rápida disseminação.

Sequenciamento Genético e a Trajetória do Vírus

A Dra. Esther Sabino, uma das primeiras cientistas a fazer o sequenciamento genético do coronavírus no Brasil, em parceria com universidades da Inglaterra, rastreou o caminho do vírus. A análise de amostras de sangue revelou 104 variações do vírus, mas apenas três se espalharam amplamente. Essas três variações foram adquiridas na Europa, entre o final de fevereiro e o início de março. A Dra. Sabino explica como a análise genética permite determinar o tempo de circulação do vírus, baseado em sua taxa de mutação.

Prevenção e o Futuro

A pesquisa publicada na Human Behavior, da revista Nature, destaca que, sem medidas de isolamento, a epidemia seria explosiva. Inicialmente, a taxa de transmissão no Brasil era de 3.1, caindo para menos de 1 com medidas de isolamento, mas subindo posteriormente para 1.6. Estudos em outros países, como a Espanha, encontraram traços do vírus em amostras de esgoto de março de 2019, mas a Dra. Sabino acredita que não se trata do mesmo vírus que causou a pandemia atual. Compreender a trajetória do vírus é crucial para a prevenção de novas ondas e o desenvolvimento de vacinas.

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