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Confira o terceiro capítulo da série ‘História do Sertanejo’

As mulheres e a música sertaneja, saiba quando e com quem começou esta relação que tem feito muito sucesso
História do Sertanejo
As mulheres e a música sertaneja, saiba quando e com quem começou esta relação que tem feito muito sucesso

As mulheres e a música sertaneja, saiba quando e com quem começou esta relação que tem feito muito sucesso

Desde o início da civilização, as mulheres enfrentaram opressão e discriminação de gênero, frequentemente submissas aos homens. Contudo, essa realidade vem mudando ao longo dos anos, inclusive no universo sertanejo.

As pioneiras e a abertura de portas

As irmãs Galvão, iniciando em 1947 em um programa de rádio, foram pioneiras na inserção da voz feminina no sertanejo. Seu sucesso, incluindo um disco de ouro em 1986 com a gravação de lambada, projetou-as no Brasil e internacionalmente (Portugal, Canadá e Suíça), abrindo caminho para outras mulheres.

Roberta Miranda, considerada a quarta cantora brasileira que mais vendeu discos (com 20 milhões de cópias), demonstra o impacto da presença feminina no gênero. Sucessos como “Sol da Minha Vida”, com mais de 1,7 milhão de cópias vendidas, consolidaram essa trajetória. Artistas como Paula Fernandes, Maiara & Maraisa, Nayara Azevedo, Simone & Simaria e Marília Mendonça seguiram seus passos, alcançando grande sucesso, embora enfrentando desafios próprios.

Desafios e conquistas no cenário sertanejo

Gabiça Comã, cantora serranense, destaca o assédio como um dos principais desafios enfrentados por mulheres na música sertaneja. Apesar disso, ela enfatiza os aspectos positivos, como a crescente valorização do mercado feminino e as oportunidades surgidas em decorrência disso. A presença feminina também se destaca em outras áreas, como na banda da dupla Victor & Leandro, com Bianca Costa na bateria e Andrea Mille na percussão, agregando valor ao grupo e sendo bem recebida pelo público.

A mulher sertaneja: passado, presente e futuro

A presença feminina na música sertaneja sempre existiu, seja como tema ou como intérprete. Guilherme Tenório, bacharel em Viola Caipira pela USP Ribeirão Preto, destaca a mudança na representação da mulher ao longo do tempo, passando de um pedestal romantizado nos anos 70 e 90 para uma realidade com maior sexualização e objetificação nos dias atuais. Independentemente dessas mudanças, a força e a presença feminina no sertanejo são inegáveis, com artistas como Inesita Barroso (com mais de 50 anos de carreira e 80 discos gravados) deixando um legado significativo. O futuro do sertanejo, certamente, continuará a contar com a importante contribuição das mulheres.

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