Para tentar ressocializar os internos, a Fundação Casa vem investindo em educação, mas será que a ação tem surgido efeito? Ouça!
Mais de 9.300 jovens estão internados na Fundação Casa, segundo dados recentes da instituição. O Estado de São Paulo investe em educação, oferecendo aulas de informática, pintura e ensino profissionalizante, mas a efetividade dessas ações é questionada.
Desafios na ressocialização
Apesar dos esforços da Fundação Casa, especialistas apontam dificuldades na ressocialização dos jovens. A forma como os menores são tratados na instituição, muitas vezes como futuros bandidos, contribui para a perpetuação do ciclo de criminalidade. A própria estrutura física, com grades e cadeados, assemelha-se a uma prisão, dificultando o processo de aprendizagem e reintegração social. A falta de oportunidades após a saída da Fundação Casa também é um fator crucial para a reincidência.
O apelo do tráfico de drogas
O fácil acesso ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas representa um grande obstáculo à ressocialização. A remuneração rápida e alta oferecida pelo tráfico supera significativamente os salários oferecidos em empregos formais, tornando difícil competir com essa atrativa alternativa ilícita. A possibilidade de adquirir bens de consumo, como tênis e roupas de marca, reforça ainda mais o apelo do crime organizado.
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Caminhos para a mudança
Para mudar esse cenário, especialistas sugerem alternativas às medidas punitivas tradicionais. A substituição da internação por medidas como prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida, que mantêm o vínculo do jovem com a sociedade, é uma proposta. O fortalecimento do vínculo afetivo e o combate ao imediatismo do lucro fácil são fundamentais. A articulação entre municípios, a integração de esforços entre diferentes secretarias e o apoio de organizações externas são cruciais para garantir o sucesso da reintegração social e evitar a reincidência no crime.



