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Confira o terceiro capitulo da séries ‘O Campo Futuro’

Você sabia que além da produção de etanol e açúcar a manufatura da cana pode produzir gás e eletricidade? Fique por dentro!
Campo Futuro
Você sabia que além da produção de etanol e açúcar a manufatura da cana pode produzir gás e eletricidade? Fique por dentro!

Você sabia que além da produção de etanol e açúcar a manufatura da cana pode produzir gás e eletricidade? Fique por dentro!

O potencial dos canaviais paulistas vai muito além da produção de álcool e açúcar. Pesquisas revelam a possibilidade de gerar gás e eletricidade a partir da cana-de-açúcar, contribuindo significativamente para o abastecimento energético nacional.

Biogás e Biometano: Energia do Resíduo

Segundo Alessandro Sanches, gerente executivo da Associação Brasileira de Biogás e Biometano, a utilização do biogás gerado a partir da cana poderia suprir 36% da demanda nacional de energia elétrica. Já a conversão desse biogás em biometano tem o potencial de atender 70% da demanda nacional de diesel. Um estudo da Unesp de Jaboticabal comprova a viabilidade da produção de biogás a partir da vinhaça, resíduo da produção de etanol atualmente usado como adubo. O maior produtor mundial de etanol planeja inaugurar em 2020 uma usina de biogás a partir da vinhaça em Guariba.

Energia Renovável em outras Culturas

O reaproveitamento de resíduos agrícolas para geração de energia não se limita à cana-de-açúcar. Metade das usinas brasileiras já utiliza o bagaço da cana para gerar eletricidade, respondendo por 5% do consumo nacional em 2018. Em Dumont, uma empresa processadora de amendoim utiliza a casca do produto, cerca de 60 toneladas diariamente, para gerar energia elétrica em usinas da região, seguindo um processo similar ao do bagaço da cana. Para Zilmar José de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-açúcar, a busca por fontes alternativas de energia é crucial para o crescimento econômico sustentável do país.

Energia Solar no Campo

A diversificação da matriz energética também inclui a energia solar. Na fazenda do cafeicultor Márcio Luiz Rezende, em Altinópolis, placas fotovoltaicas geram eletricidade, com o excedente sendo injetado na rede da CPFL, gerando créditos na conta de luz. A economia é significativa: a conta de luz caiu de aproximadamente R$ 15.000,00 para cerca de R$ 150,00. Atualmente, 159 fazendas paulistas utilizam energia solar, um número que, embora menor que em Minas Gerais (567 propriedades), demonstra o crescente interesse na fonte renovável. Em Bebedouro, a Coopercitrus inaugurará ainda este ano a maior usina rural de energia solar do estado, representando um ganho para os produtores e um benefício ambiental, reduzindo a emissão de CO2 e oferecendo uma energia limpa e inesgotável.

A inovação tecnológica e a busca por soluções sustentáveis no campo mostram o caminho para um futuro energético mais limpo e eficiente no estado de São Paulo, com a utilização de recursos renováveis e o reaproveitamento de resíduos agrícolas.

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