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Confira os destaques da região na saúde em 2016

A repórter Lis Canello reuniu os principais assuntos que passaram pela rádio CBN Ribeirão durante o ano
saúde região 2016
A repórter Lis Canello reuniu os principais assuntos que passaram pela rádio CBN Ribeirão durante o ano

A repórter Lis Canello reuniu os principais assuntos que passaram pela rádio CBN Ribeirão durante o ano

2016 foi um ano desafiador para a saúde pública em diversas cidades brasileiras. Em Ribeirão Preto, a dengue atingiu níveis epidêmicos, com mais de 35 mil casos confirmados até novembro, superando expectativas iniciais e se tornando a pior epidemia da história da cidade. A situação exigiu ações de diversas entidades, incluindo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), que orientou imobiliárias a inspecionar imóveis vazios em busca de focos do mosquito Aedes aegypti. As regiões leste e norte foram as mais afetadas, com mais de 9 mil e 7 mil casos, respectivamente. Para 2017, a preocupação recaía sobre a dengue tipo 2 e a chikungunya.

Negligência Médica e Investigações

Além da epidemia de dengue, o ano registrou casos de negligência médica. Em Patrocínio Paulista, uma mulher de 68 anos, picada por cobra, teve atendimento médico especializado negado, gerando investigação por omissão da Santa Casa de Franca. Em outro caso, a morte de um motorista em 2014 teve indícios de imperícia e imprudência da equipe médica apontados em sindicância, com denúncias de plantões exaustivos de 36 horas. O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) autoriza plantões de até 24 horas, e as investigações seguiam em andamento em ambos os casos.

Febre Amarela e Vacinação

Outro foco de preocupação foi o registro de mortes de animais por febre amarela em Ribeirão Preto, Jaboticabal e Monte Alto. A Secretaria de Saúde intensificou campanhas de vacinação, com mais de 4.700 pessoas vacinadas em outubro. A chefe da vigilância epidemiológica reforçou a importância da carteira de vacinação em dia, lembrando que a vacina está disponível em postos de saúde e que os registros de vacinação são informatizados. Apesar de não haver registros de febre amarela em humanos em ambiente urbano desde 1942, a doença é transmitida pelo mesmo mosquito que propaga dengue, zika e chikungunya.

O ano de 2016 expôs fragilidades no sistema de saúde, com negligência médica e a necessidade de maior conscientização da população sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos. A prevenção e a vigilância continuam sendo cruciais para enfrentar os desafios em saúde pública no futuro.

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