O repórter Rodrigo Prioli reuniu os destaques dos assuntos noticiados pela rádio CBN Ribeirão durante o ano
Ruas esburacadas e mobilidade comprometida
O ano de 2016 começou com um grande desafio em Ribeirão Preto: o péssimo estado das vias públicas. As chuvas intensificaram o problema, com buracos se tornando um foco de insatisfação entre os moradores. A situação era crítica em acessos importantes, como o da USP e Hospital das Clínicas, onde, apesar dos alertas da imprensa, a omissão do poder público resultou em estragos persistentes, prejudicando até mesmo o atendimento de emergências. Apesar disso, houve melhorias pontuais, como a recuperação asfáltica em Campos Elíseos, que melhorou significativamente o fluxo de veículos na região.
Obras atrasadas e promessas não cumpridas
A duplicação da Avenida Antônio Amâncio Marinsek, prometida para desafogar o trânsito no acesso ao complexo Ribeirão Verde, sofreu atrasos significativos. A falta de recursos para desapropriações de terras comprometeu o andamento da obra, transformando-a em uma novela com previsão de conclusão para 2017. Outro projeto que enfrentou problemas foi a reforma do calçadão, iniciada há mais de quatro anos, com custos de 20 milhões de reais. As obras, incompletas e insatisfatórias, geraram transtornos para comerciantes e pedestres.
Aeroporto internacional: entre a esperança e a incerteza
A internacionalização do aeroporto de Ribeirão Preto foi marcada por momentos de otimismo e frustração. Apesar do interesse de empresários e da formação de grupos para acelerar o processo, o anúncio do governo federal de que o aeroporto estava fora dos investimentos para 2017 causou grande preocupação. Entretanto, uma reunião posterior reacendeu a esperança, com o compromisso de revisão da decisão. A construção dos terminais de ônibus e estações de bairro também seguiu sem conclusão total, com algumas estações entregues em 2016 e outras previstas para 2017, incluindo a polêmica estação Catedral, que enfrentou disputas judiciais.
Em resumo, o ano de 2016 em Ribeirão Preto apresentou avanços pontuais em infraestrutura, mas também deixou um saldo de obras inacabadas e projetos atrasados. A necessidade de agilidade e eficiência na execução de obras públicas ficou evidente, com desafios significativos para o ano seguinte.



