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Congelamento de óvulos o procedimento que ‘aumenta prazo’ para mulher decidir sobre maternidade

Bruna Begossi, médica ginecologista com área de atuação em reprodução assistida, explica essa opção
congelamento de óvulos
Bruna Begossi, médica ginecologista com área de atuação em reprodução assistida, explica essa opção

Bruna Begossi, médica ginecologista com área de atuação em reprodução assistida, explica essa opção

A vida moderna impõe desafios à maternidade, levando muitas mulheres a questionarem se terão filhos. O congelamento de óvulos surge como alternativa, permitindo que a decisão sobre a gravidez seja adiada. Conversamos com a Dra. Bruna Begoosse, médica ginecologista e especialista em reprodução assistida, para esclarecer dúvidas sobre o tema.

Para quem o congelamento de óvulos é recomendado?

A preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos está em alta. A Dra. Bruna destaca que quanto mais cedo o procedimento for realizado, melhor. Apesar da crescente conscientização, muitas mulheres ainda questionam se há um limite de idade. A especialista afirma que não existe uma idade máxima, sendo que a fertilidade aos 38 anos é superior à dos 42. Em alguns países, como a Espanha, o procedimento já é realizado em mulheres mais jovens, com 25 anos, mostrando uma tendência de congelamento precoce.

O procedimento, duração dos óvulos congelados e utilização

Os óvulos congelados, através da técnica de vitrificação, podem ser preservados por tempo indeterminado, mantendo sua qualidade e maturidade. Para utilizar os óvulos, é necessário o descongelamento e a fertilização in vitro. O processo de fertilização e implantação varia de acordo com a situação do casal, podendo envolver fertilização in vitro e transferência de embriões para o útero, inclusive em casais homoafetivos femininos.

Coleta, congelamento e descarte dos óvulos

A coleta de óvulos é um procedimento minimamente invasivo, realizado com ultrassom e sedação, com baixo risco (menor que 3%). A indução ovariana, por meio de injeções hormonais, estimula o crescimento dos folículos para a coleta dos óvulos maduros. A paciente tem autonomia para decidir sobre o descarte, doação ou utilização dos óvulos. O descarte é menos burocrático do que a doação, devido à legislação envolvida. Vale ressaltar que o óvulo congelado mantém as mesmas características de um óvulo não congelado, desde que maduro. O processo não implica na perda de óvulos, pois coleta aqueles que seriam naturalmente descartados no ciclo menstrual.

A conversa com a Dra. Bruna esclareceu pontos importantes sobre o congelamento de óvulos, desmistificando tabus e oferecendo informações relevantes para mulheres que consideram essa opção para o planejamento familiar.

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