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Congresso estuda a extinção do voto secreto entre parlamentares

Ouça a coluna 'CBN Via Legal', com Guilherme Paiva Corrêa da Silva
Congresso estuda a extinção do voto
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O Congresso Nacional estuda a possibilidade de extinguir o voto secreto nas votações legislativas, Congresso estuda a extinção do voto secreto entre parlamentares, um tema que tem ganhado destaque diante da crescente mobilização da sociedade por reformas políticas e eleitorais que promovam maior transparência nas decisões dos parlamentares. Atualmente, existem duas propostas em tramitação: uma que prevê a eliminação do voto secreto apenas nas votações relacionadas à perda de mandato de deputados e senadores, e outra que propõe a extinção do voto secreto em todas as votações.

Contexto e propostas em discussão: A insatisfação com o voto secreto não é recente, mas o debate ganhou força nos últimos anos com a pressão da sociedade por maior clareza e responsabilidade nas ações do Legislativo. As propostas em análise refletem essa demanda, buscando garantir que os parlamentares sejam identificados em suas decisões, o que facilitaria a fiscalização por parte dos eleitores e a responsabilização política.

Importância histórica do voto secreto

Segundo o advogado especialista em direito eleitoral Guilherme Paiva Correia da Silva, o voto secreto foi criado historicamente como uma garantia para que os parlamentares pudessem votar livremente, sem sofrer pressões internas dos partidos, de outros poderes ou do governo. Ele explica que, em constituições anteriores, menos democráticas, o voto aberto era a regra, o que facilitava a manipulação do poder executivo sobre as decisões do Congresso.

“O voto secreto foi uma proteção importante para o fortalecimento da democracia no passado, permitindo que os parlamentares tomassem decisões sem medo de represálias”, afirmou Guilherme Paiva.

Necessidade atual de transparência: O advogado destaca que, embora o voto secreto tenha sido fundamental em contextos históricos específicos, atualmente essa proteção não seria mais necessária. Ele defende que os parlamentares devem enfrentar as pressões e arcar com as consequências de suas escolhas, garantindo transparência para que os eleitores possam fiscalizar seus representantes e decidir sobre seu voto nas próximas eleições.

“Hoje, o voto aberto é um instrumento essencial para que a sociedade acompanhe e avalie as decisões dos seus representantes”, afirmou Guilherme Paiva.

Desafios e considerações finais: Guilherme Paiva ressalta que a extinção do voto secreto deve estar acompanhada de um maior interesse e conscientização da sociedade pela política. Segundo ele, a transparência só será efetiva se os eleitores estiverem atentos à importância do voto e conhecerem os candidatos que representam seus interesses.

“A mudança depende não só da legislação, mas também do engajamento da população para que a transparência se traduza em responsabilidade e melhoria da democracia”, concluiu.

Entenda melhor

O voto secreto é um mecanismo que assegura o anonimato do parlamentar durante a votação, evitando pressões e retaliações. No entanto, o voto aberto permite que o eleitor saiba exatamente como seu representante votou, fortalecendo a prestação de contas e a democracia participativa.

As propostas em tramitação no Congresso ainda não tiveram seus detalhes divulgados integralmente, e o debate deve continuar nos próximos meses, envolvendo parlamentares, especialistas e a sociedade civil.

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