Hoje as mulheres só podem receber a aposentadoria se tiverem alcançado a idade mínima de 62 anos
Neste Dia das Mães, além das homenagens, é preciso refletir sobre os desafios enfrentados por mulheres que conciliam maternidade e carreira profissional. A dedicação à família muitas vezes impacta negativamente suas trajetórias profissionais, gerando desigualdades salariais e dificuldades de ascensão.
Desigualdades no Mercado de Trabalho
É consenso que mulheres assumem a maior parte das responsabilidades domésticas, o que afeta sua participação no mercado de trabalho. Elas frequentemente ganham menos que os homens em funções equivalentes, e seus direitos trabalhistas e previdenciários precisam de atenção especial. Muitas mães perdem empregos, oportunidades de promoção e são preteridas em processos seletivos por conta da maternidade.
Propostas em Análise no Congresso Nacional
O Congresso Nacional discute projetos de lei para mitigar essas desigualdades. Entre as propostas em tramitação, destacam-se a redução do tempo de contribuição para aposentadoria de mães, o aumento do valor do benefício para este grupo e a possibilidade de contabilizar o tempo dedicado à criação dos filhos como tempo de contribuição. Algumas propostas sugerem contabilizar um ano por filho, com acréscimo de dois anos em casos de adoção ou filhos com deficiência permanente. Também há sugestões de aumento de 15% na aposentadoria para compensar salários mais baixos e a isenção de contribuições para mulheres acima de 60 anos que se dedicaram exclusivamente aos cuidados domésticos e familiares.
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Um Futuro Mais Justo
Embora o ideal seja a igualdade de oportunidades, sem que as mães precisem de benefícios compensatórios, medidas como as propostas em discussão no Congresso podem amenizar as dificuldades enfrentadas por muitas mulheres. Novas regras que contemplem a realidade da maternidade são um passo importante para um futuro mais justo e equitativo.



