Veja algumas curiosidade da curicaca na coluna ‘Sons da Terra’ com a equipe do Terra da Gente
O programa “Sons da Terra”, da CBN, apresentou um desafio aos ouvintes: identificar o som de uma ave. A resposta, revelada por Marcelo Ferre, Paulo Augusto e o biólogo Luciano Lima, foi a curicaca.
O Som e o Habitat da Curiaca
A curicaca, ave de tamanho similar a uma garça, possui um bico longo e curvo que utiliza para capturar larvas de insetos no solo. Seu nome é uma onomatopéia de seu canto característico. Ela habita quase todo o território brasileiro, sendo comum em áreas abertas, pastagens e regiões alagadiças. No Pantanal, é conhecida como “despertador” devido à sua vocalização.
Observações e Comportamento da Curiaca
Paulo Augusto relatou observações da curicaca em Nova Europa, cidade próxima a Araraquara. Ele notou um aumento na presença da ave na região, algo incomum em sua infância. Observou dois comportamentos interessantes: as curicacas pousam em torres de telefonia e refletores de campos de futebol ao fim da tarde, e passam as manhãs ciscando o chão como galinhas, buscando alimento, antes de se deslocarem para áreas com mata ciliar.
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Explicação Científica e Distribuição Geográfica
Luciano Lima explicou que a curicaca, pertencente à família dos íbis, está expandindo sua área de distribuição geográfica. Antes mais comum em cerrados e campos abertos, a destruição da Mata Atlântica fez com que ela se adaptasse e colonizasse novas áreas, incluindo regiões urbanas. Seu bico, semelhante a uma foice, é um sensor com milhares de terminações nervosas que a auxiliam na captura de presas. A curicaca se alimenta de uma variedade de insetos, aranhas, pequenos lagartos, caramujos e até mesmo serpentes, sendo resistente às toxinas de alguns sapos venenosos. Sua presença em áreas rurais é benéfica, pois auxilia no controle de pragas. A adaptação da curicaca a ambientes urbanos, como o uso de torres de alta tensão para descanso, demonstra sua capacidade de se integrar a diferentes habitats. O aumento de avistamentos e a curiosidade gerada pela sua presença em áreas onde antes não era comum demonstram a expansão da sua área de distribuição e a importância de sua observação para o entendimento da biodiversidade brasileira.