Tecnologia ‘Auras’ é capaz de minimizar efeitos causados pelo estresse hídrico nas plantas
Uma bactéria encontrada no mandacaru, um cacto da Caatinga, promete revolucionar a agricultura brasileira. Extraída pela Embrapa e uma empresa de Minas Gerais, essa bactéria forma a base do produto comercial Aura, um bioinsumo que aumenta a resistência de plantas ao estresse hídrico.
Como Aura protege as plantações da seca?
Aura atua criando uma capa protetora ao redor das raízes das plantas, reduzindo sua dependência da água do solo. Isso permite que as plantações resistam a condições climáticas extremas, mesmo em solos muito secos. A bactéria também estimula a produção de compostos antioxidantes, diminuindo o acúmulo de estresse nas plantas e permitindo que elas se recuperem mais facilmente.
Resultados e perspectivas
Inicialmente focado no milho, Aura já demonstra resultados promissores. Estimativas apontam que o produto pode salvar entre 6 e 8 sacos de milho por hectare, com um investimento equivalente a meio saco por hectare. A Embrapa e a empresa parceira planejam expandir o uso de Aura para outras culturas, como soja e trigo, após estudos adicionais. A expectativa é que 1% da área plantada de milho no Brasil utilize a tecnologia no primeiro ano.
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A descoberta dessa bactéria representa um avanço significativo na busca por soluções sustentáveis para a agricultura, especialmente em regiões afetadas por secas. A tecnologia, fruto de mais de 12 anos de pesquisa, demonstra o potencial da biotecnologia para aumentar a produtividade e a resiliência das lavouras brasileiras.



