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Luciano Sales: De bancário a quadrinista de sucesso
De Araraquara para a Folha de S. Paulo
A trajetória de Luciano Sales é uma inspiração. Nascido em 1975, ele sempre soube que queria ser artista, mas acreditou, ainda criança, que não conseguiria viver de arte. Formou-se em engenharia e trabalhou como bancário por anos, conciliando sua paixão pelo desenho com as responsabilidades profissionais. Mesmo em cargos de gerência, nunca abandonou o desenho, o que o ajudou a lidar com o estresse do ambiente corporativo. No entanto, aos 37 anos, uma síndrome do pânico o fez repensar sua vida e buscar novos caminhos.
A virada profissional e o sucesso com os quadrinhos
Após deixar o banco, Luciano se lançou no mundo dos quadrinhos. Seu primeiro trabalho, o fanzine “Lúcia, dona do boteco”, surgiu como uma forma de terapia e expressão, mas rapidamente ganhou reconhecimento. A partir daí, uma série de projetos independentes o impulsionou para o sucesso, incluindo o premiado “Quarto Vivente”. Seu estilo peculiar e a profundidade de suas narrativas o destacaram no cenário nacional. A parceria com a editora Mino marcou uma etapa importante, mas Luciano logo retornou ao trabalho independente, mantendo o controle criativo sobre suas obras.
Ilustração, psicanálise e o futuro
Atualmente, Luciano trabalha como ilustrador na Folha de S. Paulo, ilustrando a coluna de Contardo Calligaris. Essa parceria se mostrou particularmente significativa, já que ele estuda psicanálise desde 2015, o que enriquece sua perspectiva artística. Apesar de nunca ter frequentado uma escola de desenho, seu talento nato, aliado à sua curiosidade e estudo constante, o levaram a um sucesso notável. Luciano continua a criar e planeja novos projetos, combinando sua paixão por quadrinhos com seu interesse pela psicanálise, demonstrando que a arte e a vida podem se entrelaçar de forma surpreendente e gratificante.
A história de Luciano Sales é um exemplo de perseverança, criatividade e busca pela realização pessoal. Sua trajetória demonstra que é possível seguir os próprios sonhos, mesmo diante de desafios e mudanças inesperadas, encontrando na arte uma poderosa ferramenta de expressão e transformação.



