Enem e Vunesp usam figuras de linguagem nas questões de múltipla escolha; Lígia Boareto traz todos os detalhes na coluna
O Enem e a Vunesp, provas realizadas recentemente, apresentaram particularidades interessantes na área de língua portuguesa. A análise a seguir destaca pontos importantes para estudantes que se preparam para vestibulares.
Figuras de Linguagem e Interpretação de Textos
Tanto o Enem quanto a Vunesp deram ênfase ao uso de figuras de linguagem em questões de múltipla escolha. Personificação, hipérbole, eufemismo, antítese, sinestesia, pleonasmo e ambiguidade foram alguns dos recursos contemplados. No entanto, a ênfase não esteve na simples memorização de definições gramaticais, mas sim na capacidade de interpretar o texto com base nesse conhecimento.
Variedade de Gêneros Textuais e Análise Contextual
As provas utilizaram diferentes gêneros textuais, como tirinhas, crônicas e músicas, exigindo dos candidatos uma compreensão abrangente. Um exemplo foi o uso de uma crônica de Olavo Bilac em uma questão da Vunesp, que explorava os múltiplos sentidos figurados do verbo “correr”. A questão ilustra a importância de entender o significado contextual das palavras, em vez de simplesmente decorar definições de dicionário. A música “Valsa Brasileira”, de Chico Buarque, foi usada como exemplo para mostrar como a interpretação do tempo verbal (pretérito imperfeito e futuro do pretérito) é fundamental para a compreensão da narrativa.
Leia também
Dicas para o Sucesso
Para se sair bem em provas como o Enem e a Vunesp, a memorização pura e simples não é suficiente. É crucial desenvolver a habilidade de interpretação de textos, lendo com atenção e buscando compreender o significado contextual das palavras e expressões. A leitura frequente e variada é essencial para aprimorar essa competência. Desconfie de “fórmulas mágicas” para a redação ou qualquer outra parte da prova; o sucesso depende de estudo consistente e compreensão profunda dos conteúdos.