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Conheça a história da peça musical que Mozart compôs em seu leito de morte

Missa fúnebre, encomendada pelo Conte Franz von Walsegg, foi deixada incompleta devido à morte do músico; ouça o Sala de Música!
Conheça a história da peça musical
Missa fúnebre, encomendada pelo Conte Franz von Walsegg, foi deixada incompleta devido à morte do músico; ouça o Sala de Música!

Missa fúnebre, encomendada pelo Conte Franz von Walsegg, foi deixada incompleta devido à morte do músico; ouça o Sala de Música!

Na edição de hoje do programa da Rádio CBN, o professor Juliano de Oliveira conversou com os apresentadores sobre Wolfgang Amadeus Mozart e o mistério que envolve uma de suas obras mais célebres: o Réquiem. A conversa trouxe trechos da Lacrimosa e contextualizou a composição, escrita no turbulento ano de 1791, pouco antes da morte do compositor, aos 35 anos.

O enigma por trás do Réquiem

A peça foi encomendada por um estranho visitante que pagou adiantado e pediu anonimato, prática associada ao conde Walsegg, que costumava apresentar obras de outros autores como se fossem suas. O episódio alimentou lendas — e a cinematografia, como no filme Amadeus — sobre rivalidades e conspirações, inclusive teorias de envenenamento que hoje não têm suporte histórico. Naquele ano, Mozart enfrentava problemas financeiros, excesso de encomendas e, simultaneamente, uma saúde debilitada. Segundo relatos, chegou a dizer que compunha o Réquiem para si mesmo, mas deixou a obra inacabada ao falecer.

Da Lacrimosa ao acabamento de Süssmayr

A Lacrimosa, movimento ouvido com frequência, foi iniciada por Mozart: restaram os primeiros compassos escritos por ele — tradicionalmente apontados como os oito primeiros compassos — e o restante foi completado por seu aluno Franz Xaver Süssmayr. Süssmayr aproveitou o material deixado por Mozart e finalizou a missa fúnebre, cuja estrutura segue a liturgia católica (Requiem aeternam, Kyrie, Lacrimosa, Agnus Dei, entre outros). A versão conhecida hoje tem cerca de 50 minutos a uma hora de duração e é frequentemente apresentada em concertos e gravações.

A influência e as próximas apresentações

O Réquiem de Mozart reflete a tradição operística do compositor — autor de 16 óperas e numerosas sinfonias — e sua linguagem inspirou compositores de trilhas sonoras cinematográficas. A relação entre música sacra, ópera e cinema aparece em várias reapropriações ao longo do século XX. Para os interessados em ver a obra ao vivo, a Orquestra Sinfônica apresentará o Réquiem completo no dia 13 de abril, em um programa que também inclui obra de Vivaldi.

O programa da Rádio CBN, com a participação de Juliano de Oliveira, procurou esclarecer o que é documento histórico e o que virou mito em torno da composição, oferecendo ao ouvinte contexto musical e histórico para apreciar o espetáculo.

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