Ouça a coluna ‘Cidades e Suas Histórias’, com Adriana Silva
Um pouco de história
O Morro do São Bento, em Ribeirão Preto, guarda um rico passado. Em 1887, o músico Pedro realizou o primeiro evento cultural no local, que desde então sediou festas italianas, o Tanabata (festa japonesa) e diversas outras celebrações artísticas. Em 1899, o vereador Francisco Schmidt promulgou uma lei para preservar sua história. Personalidades como Fábio Barreto (1944) e Antônio Palosso (1995) também contribuíram para a preservação e desenvolvimento cultural do espaço, que abriga o Teatro Popular (construído em 1964 por Gasparini) e o Teatro de Arena (inaugurado em 1969).
Revitalização e novos desafios
O antigo mosteiro, que já serviu como sede de secretarias municipais, estava abandonado até recentemente. Um princípio de incêndio na Secretaria da Administração chamou atenção para a necessidade de revitalização. A boa notícia é que uma faculdade privada irá investir na restauração e transformação do local, trazendo vida e atividade para o Morro do São Bento. No entanto, o desafio da segurança pública permanece. A área sofre com abandono de animais e a sensação de insegurança, principalmente à noite, afetando a população e os próprios trabalhadores do local. Roubos, inclusive de equipamentos como elevadores do Teatro de Arena, são frequentes.
Segurança e futuro
A revitalização, impulsionada pela iniciativa privada, abre a possibilidade de melhorias na segurança. A presença de alunos e atividades noturnas pode contribuir para inibir a criminalidade. Entretanto, a necessidade de iluminação adequada, manutenção e vigilância continua sendo crucial. Discussões sobre a possibilidade de transformar o local em um parque fechado, com cobrança de ingresso e segurança garantida, já foram levantadas, demonstrando a complexidade do problema e a importância de uma solução integrada para preservar o patrimônio histórico e garantir a segurança da comunidade.
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A revitalização do Morro do São Bento representa uma oportunidade significativa para Ribeirão Preto. A união de esforços entre iniciativa privada e poder público é fundamental para garantir a preservação histórica, a segurança e o acesso da população a esse importante espaço cultural.