Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti
Embora não seja considerada uma doença, a síndrome do impostor afeta muitas pessoas, causando um sentimento persistente de incapacidade e autoengano, mesmo em meio a sucessos profissionais e acadêmicos. A psicóloga Dani Elisheote explica este fenômeno e suas implicações.
Sintomas e Características da Síndrome do Impostor
A síndrome do impostor se caracteriza pela sensação constante de ser uma fraude, de não merecer as conquistas alcançadas. Indivíduos que a vivenciam sentem que a qualquer momento sua incompetência será descoberta, apesar de seu sucesso. É importante diferenciá-la da depressão, pois, embora ambas envolvam baixa autoestima, a síndrome do impostor se concentra na sensação de incapacidade profissional e na incapacidade de se sentir merecedor do sucesso. Personalidades famosas, como Michelle Obama e Meryl Streep, já relataram experiências com essa síndrome.
Impacto de Gênero e Aumento de Casos
Estudos indicam que a síndrome do impostor afeta mais mulheres do que homens. Natalie Portman, vencedora do Oscar, é um exemplo conhecido. A explicação pode estar relacionada às maiores exigências sociais impostas às mulheres ao longo da história, que precisam constantemente provar seu valor. A pandemia intensificou a situação, com as mulheres assumindo múltiplas responsabilidades em casa e no trabalho, contribuindo para o aumento de casos.
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Autossabotagem e Busca por Ajuda
A autossabotagem é uma consequência grave da síndrome do impostor. A angústia e a crença na própria incapacidade levam a comportamentos que prejudicam o desempenho, como atrasos e procrastinação. É crucial buscar ajuda profissional, pois a síndrome do impostor é tratável. Psicoterapia, e em alguns casos, medicação, podem auxiliar na superação dessa condição. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de força e coragem para lidar com um desafio emocional.