No último 20 de novembro foi celebrado o Dia da Consciência Negra
Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a coluna CBN Mulher presta homenagem a mulheres negras que marcaram a história do Brasil, destacando suas lutas e conquistas.
Mulheres Negras que fizeram história
A data, muitas vezes lembrada como um dia de luta e reflexão sobre as desigualdades raciais persistentes, também serve para celebrar a trajetória de mulheres negras que superaram barreiras e deixaram legados importantes. Entre elas, destacam-se:
Dandara: Ícone da resistência contra a escravidão no século XVII, Dandara tornou-se um dos nomes mais conhecidos da luta contra o sistema escravocrata, sendo esposa de Zumbi dos Palmares.
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Antonieta de Barros: Filha de ex-escravizada, Antonieta nasceu em Santa Catarina e se tornou jornalista, professora e a primeira deputada estadual negra do Brasil. Sua atuação política foi marcada pela defesa da igualdade racial e de gênero, e pela luta por educação de qualidade para mulheres.
Carolina Maria de Jesus: Mineira de Sacramento, Carolina nasceu em 1914 em uma família humilde e teve apenas dois anos de escolaridade. Apesar das dificuldades, mudou-se para São Paulo, trabalhou como catadora de papel, morou em favela e escreveu um diário que deu origem ao livro Quarto de Despejo, diário de uma favelada.
Ruth de Souza: Primeira atriz negra a atuar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ruth de Souza foi pioneira em sua carreira, sendo indicada ao prêmio de Melhor Atriz em um festival internacional de cinema por sua atuação no longa Sinha Moça (Festival Internacional de Veneza de 1954).
Exposição: Protagonizar – Mulheres Reais
Em Serrana, a exposição fotográfica “Protagonizar – Mulheres Reais”, realizada pelo movimento Alcateia Feminina, celebra a trajetória de mulheres negras da região até 26 de novembro. A mostra é gratuita e fica aberta das 8h às 20h.
Um legado de inspiração
As histórias dessas mulheres, e de tantas outras, servem como inspiração para a luta por igualdade e justiça social. Suas trajetórias demonstram força, resiliência e a importância da luta contínua por um futuro mais justo e igualitário para todas as mulheres negras.



