Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
No quadro Mundo Digital, a jornalista Patrícia Teixeira chamou atenção para a expansão das chamadas redes sociais segmentadas — plataformas que reúnem usuários em torno de interesses específicos e crescem fora do radar de gigantes como Facebook e Twitter. O conceito é direto: comunidades fechadas ou especializadas que incentivam a troca de conteúdo e a discussão sobre temas definidos, estimulando serviços voltados a nichos variados.
Redes por interesse ganham espaço
Plataformas temáticas oferecem ambientes dedicados a públicos com afinidades. Para quem gosta de decoração, a Home and Spilers funciona como um repositório de projetos e referências de design de interiores, onde usuários publicam ideias e se inspiram em trabalhos de terceiros. No segmento de viagens, a brasileira Me Leva atua como um banco colaborativo de avaliações sobre destinos, companhias aéreas, passeios e restaurantes, reunindo informações práticas para quem planeja deslocamentos com base na experiência de outros viajantes.
Gastronomia e redes para profissionais
No universo da gastronomia, a rede O Que Canto tem sido usada por consumidores para avaliar bares e restaurantes, comentar preços e serviços e compartilhar impressões sobre estabelecimentos. Já a Muvia se posiciona como um espaço colaborativo para profissionais, permitindo o compartilhamento de projetos e a recepção de sugestões — inclusive com a opção de participação anônima, que facilita o debate e o aperfeiçoamento de trabalhos sem expor diretamente os autores.
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Tendências de uso e estratégias de crescimento
Segundo Teixeira, não há evidência definitiva de um esgotamento das redes generalistas, mas cresce a busca por experiências novas e plataformas especializadas. Estudos citados pela jornalista apontam para a possibilidade de redução no número de usuários do Facebook nos próximos anos, o que abriria espaço para redes emergentes, ainda que essa previsão não seja conclusiva. O crescimento dessas plataformas pode decorrer tanto de estratégias de marketing quanto do boca a boca, quando a qualidade do serviço atrai usuários de forma orgânica — exemplos como Instagram e WhatsApp foram mencionados por terem alcançado grande adoção com publicidade limitada.
Especialistas consultados descrevem um mercado em diversificação, com espaços cada vez mais orientados a nichos e a modos específicos de interação, reflexo das mudanças nas expectativas e hábitos dos usuários digitais.