Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, Conheça alternativas de abastecimento de água, que inclui o Dia Mundial do Meio Ambiente em 5 de junho, especialistas discutem as alternativas para o abastecimento de água em Ribeirão Preto e região. O engenheiro especialista em recursos hídricos Carlos Alencastre alerta para uma possível crise no abastecimento devido ao rebaixamento do aquífero Guarani, principal fonte de água da cidade.
Estudos indicam que o nível do aquífero já caiu cerca de 70 metros, com uma previsão de rebaixamento de aproximadamente 1 metro por ano. A Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que o aquífero pode não suportar a demanda da população a partir de 2015, o que exige a busca por fontes alternativas de água.
Alternativas para o abastecimento: Uma das opções consideradas é a captação de água superficial do Rio Pardo, cuja qualidade vem melhorando, conforme análises da CETESB. A proposta é que parte da cidade, especialmente o setor norte próximo ao rio, seja abastecida por essa fonte, complementando o uso do aquífero.
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Redução de perdas e desperdícios: Além da diversificação das fontes, Carlos Alencastre destaca a importância de reduzir perdas e desperdícios de água. Perdas referem-se à água não faturada devido a vazamentos e falhas na rede de distribuição, enquanto desperdícios são relacionados ao uso inadequado, como lavar calçadas e carros com mangueiras abertas.
Desafios técnicos e financeiros: A implantação do abastecimento com água do Rio Pardo exige a construção de uma estação de tratamento e adaptações na rede de distribuição, incluindo reservatórios e setorização. Esses investimentos são elevados e demandam planejamento antecipado para evitar colapsos no fornecimento.
Ribeirão Preto cresceu significativamente, passando de 250 mil habitantes na época do início do rebaixamento do aquífero para mais de 600 mil atualmente, o que aumenta a pressão sobre os recursos hídricos.
Importante considerar
O abastecimento exclusivo por aquíferos não é sustentável a longo prazo. A diversificação das fontes, a redução de perdas e desperdícios, e o investimento em infraestrutura são essenciais para garantir o fornecimento de água para Ribeirão Preto e região nos próximos anos.



