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Conheça as histórias de alguns cemitérios da região de Ribeirão Preto

Adriana Silva conta fatos curiosos de necrópoles apresentados no livro infantil 'Um Passeio pelos Cemitérios do Brasil'
cemitérios Ribeirão Preto
Adriana Silva conta fatos curiosos de necrópoles apresentados no livro infantil 'Um Passeio pelos Cemitérios do Brasil'

Adriana Silva conta fatos curiosos de necrópoles apresentados no livro infantil ‘Um Passeio pelos Cemitérios do Brasil’

A cultura popular guarda histórias fascinantes, e os cemitérios brasileiros são um rico repositório delas. O livro infantil “Um Passeio Pelo Cemitérios do Brasil”, escrito por Maria Elisa Borges e ilustrado por Semirama Esparteno, traz à tona algumas dessas curiosidades, muitas delas em cidades próximas a Ribeirão Preto.

Jardinópolis: Uma Inauguração Morta?

Em Jardinópolis, a inauguração do cemitério em 10 de julho de 1900 teve um começo inusitado. Por 31 dias após a conclusão das obras, ninguém morreu na cidade. A ironia? O próprio prefeito, João Muniz Sapucaia, faleceu, tornando-se o primeiro a ser sepultado no local. Essa história, que lembra a trama de novelas brasileiras, ganhou notoriedade em 1969, no programa “Cidade Contra Cidade”, e guarda semelhanças com a narrativa do cemitério em “O Bem-Amado”, de Dias Gomes.

Itaúva: Mistérios na Rampa e Túmulos Mal-Assombrados

O cemitério de Itaúva apresenta outras peculiaridades. A entrada, com uma rampa íngreme, cria a ilusão de que o carro desce, mesmo subindo. A explicação local atribui isso a uma antiga prática de gentileza da comunidade. Além disso, o cemitério guarda os túmulos de Agostinho e Mariazinha, amantes envolvidos em uma tragédia. A cruz no túmulo de Agostinho teima em não ficar de pé, enquanto o túmulo de Mariazinha recebe oferendas de produtos de beleza, em um simbolismo que remete à luta feminina contra a violência.

Outras Curiosidades Cemiteriais

Além de Jardinópolis e Itaúva, outras cidades da região guardam histórias curiosas em seus cemitérios. São Simão, com seu cemitério que lembra a época da peste, e Batatais, com um túmulo decorado com livros que homenageiam o editor José Olímpio, são exemplos. Ribeirão Preto, por sua vez, apresenta a influência da cultura italiana em suas esculturas de mármore. Os cemitérios, portanto, são mais que locais de descanso final; são verdadeiros portais para a história e a cultura de cada região.

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