Quem fala sobre o tema é o médico e CEO de uma empresa especialista em pesquisas clínicas, Luis Russo
O Brasil possui um enorme potencial para pesquisas clínicas, impulsionado por sua população multiétnica e dimensões continentais. No entanto, atualmente concentra apenas 2% das pesquisas clínicas globais.
Desafios para as Pesquisas Clínicas no Brasil
Apesar do potencial, o país enfrenta barreiras significativas. A primeira é logística: a baixa especialização aero-farmacêutica e a lentidão na distribuição de kits e medicamentos atrasam os estudos. A segunda é regulatória: a burocracia, principalmente no sistema de avaliação ética (comitês locais e CONEP), alonga os prazos de aprovação de pesquisas. A exigência de fornecimento gratuito de medicamentos aos participantes, mesmo após o término do estudo, também dificulta a atração de investimentos internacionais.
O Potencial do Brasil e a Necessidade de Mudanças
O médico Iciú Luiz Russo destaca a importância da agilidade regulatória, comparando a burocracia brasileira com a de outros países. Ele menciona o Projeto de Lei 7.082/2017, que visa agilizar os processos regulatórios. A diversidade da população brasileira é um trunfo para testar medicamentos em diferentes grupos étnicos, beneficiando tanto a pesquisa quanto os participantes voluntários. A pandemia de COVID-19 evidenciou a necessidade de maior agilidade e eficiência no sistema, mostrando a capacidade do Brasil de participar de estudos globais, apesar das dificuldades logísticas.
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Para impulsionar as pesquisas clínicas no Brasil, são necessários investimentos governamentais, maior participação da iniciativa privada e a simplificação dos processos burocráticos. A redução da burocracia e a melhoria da logística são cruciais para atrair investimentos estrangeiros e garantir que o país aproveite seu potencial na área, melhorando a qualidade de vida da população brasileira a longo prazo.



