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Conheça dois movimentos das USP Ribeirão e São Carlos que lutam pela igualdade racial

A Daniela Lemos entrevista os representantes dos coletivos, Eziane Ribeiro e Cassio Luis, no programa 'Nossa Gente'
igualdade racial
A Daniela Lemos entrevista os representantes dos coletivos, Eziane Ribeiro e Cassio Luis, no programa 'Nossa Gente'

A Daniela Lemos entrevista os representantes dos coletivos, Eziane Ribeiro e Cassio Luis, no programa ‘Nossa Gente’

Neste sábado, na CBN, o programa discutiu a presença de negros na universidade brasileira, com a participação de Ezeani Ribeiro (coletivo negro da USP de Ribeirão Preto) e Cassio Lucato (coletivo negro Elza Soares da USP de São Carlos).

A Origem dos Coletivos Negros na USP

O coletivo de Ribeirão Preto, fundado em 2014, surgiu após um incidente racista envolvendo um aluno negro e um segurança da universidade. Este evento, somado a outros atos de racismo na instituição, evidenciou a necessidade de um espaço para discutir a negritude e a luta contra a discriminação na academia. Já o coletivo de São Carlos, Elza Soares, nasceu em 2015, a partir de uma ocupação na prefeitura, motivada por demandas de melhoria das condições de moradia e contra a privatização do restaurante universitário. Ambos os coletivos demonstram a necessidade recorrente de espaços de discussão e ação contra o racismo estrutural dentro das universidades.

Atividades e Desafios dos Coletivos

As atividades dos coletivos incluem palestras, eventos abertos ao público, lives, oficinas e festas, buscando integrar estudantes negros e promover a discussão sobre temas como cotas raciais, colorismo, saúde mental e combate às fraudes no sistema de cotas. A baixa representatividade de professores negros na USP é um desafio significativo, criando um ambiente acadêmico que muitas vezes reproduz o racismo da sociedade. Estudantes negros relatam sentimentos de inadequação e questionamentos sobre o seu lugar na universidade, reforçando a importância do acolhimento e apoio oferecidos pelos coletivos.

Combate ao Racismo e a Importância das Cotas

A discussão sobre cotas raciais é central para os coletivos. A defesa das cotas se baseia na necessidade de reparar o histórico de exclusão de negros da universidade e na desconstrução da meritocracia como uma falácia que ignora as desigualdades estruturais. A baixa representatividade de negros em cargos de liderança e a alta taxa de evasão entre estudantes negros demonstram a urgência de políticas de permanência estudantil, além da implementação de cotas. Os coletivos desempenham um papel fundamental na luta contra o racismo na universidade, promovendo a inclusão, o acolhimento e a visibilidade da experiência negra na academia.

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