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Chitãozinho & Chororó: Uma dupla sertaneja inspirada pela natureza
Origem do nome Chitãozinho & Chororó
A dupla sertaneja Chitãozinho & Chororó, conhecida por seus 50 anos de carreira e milhões de discos vendidos, tem um nome que poucos conhecem a origem. O próprio Chitãozinho conta que o nome surgiu de uma sugestão de Atos Campos, um dos autores da música “Chitãozinho & Chororó”. Inicialmente, a dupla, que se apresentava como Irmãos Lima (José e Duval), resistiu à ideia, achando o nome muito caipira para a proposta musical que buscava mesclar guitarra e viola caipira. Contudo, acabaram aceitando e o nome se tornou sinônimo de sucesso.
As aves que inspiraram a dupla
“Chitãozinho & Chororó” não é apenas um nome; são também duas aves, o inhambu-chintã e o inhambu-chororó. O biólogo Luciano Lima explica que essas aves terrestres, pertencentes ao grupo dos tinamídeos (que inclui codornas e perdizes), inspiram o nome pela semelhança de seus cantos com a sonoridade da música. O inhambu-chintã é um pouco maior e tem o peito cinzentado, enquanto o inhambu-chororó possui um canto mais alto e é mais comum em áreas abertas. A dupla utilizou as características dos cantos dessas aves para definir seus nomes artísticos, com Chororó representando o canto mais alto e Chitãozinho o mais grave.
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Além do inhambu: outras aves na música brasileira
A reportagem destaca a riqueza da fauna brasileira na música, mencionando outros pássaros cantados por Luiz Gonzaga, como a asa-branca. O canto do inhambu-chororó é descrito como uma “voz da paisagem”, representando a natureza do cerrado. A reportagem finaliza com uma observação sobre a onomatopeia presente em nomes de aves, como o “jaó”, cujo nome imita seu canto característico.
A história de Chitãozinho & Chororó demonstra a profunda ligação entre a música brasileira e a natureza, mostrando como elementos da fauna inspiram nomes, letras e até mesmo a identidade artística de grandes ícones da música sertaneja. A exploração da riqueza da biodiversidade brasileira na música é um tema que merece ser explorado e apreciado.