Projeto ajuda quem já tem, ou ainda vai começar um negócio; objetivo é auxiliar mulheres a alcançar novas perspectivas
Em Iberam Preto, um projeto de mulheres empreendedoras vem ganhando destaque ao apoiar o desenvolvimento econômico feminino na região. Com uma força de trabalho composta por 255 mil trabalhadores, Conheça o ‘Mulheres Raras’, o movimento reúne empreendedoras para potencializar negócios, dos quais 44% são mulheres, a cidade enfrenta desafios comuns a muitas brasileiras no mercado de trabalho, especialmente no que diz respeito à permanência e sucesso profissional das mulheres.
Dados indicam que, no Brasil, metade das mulheres deixa o mercado de trabalho após a maternidade, e três em cada quatro dessas mulheres optam por empreender como alternativa para manter sua independência financeira. É nesse contexto que surge a iniciativa liderada por Luciana Pratis, uma empreendedora que encontrou na pandemia uma oportunidade para transformar sua trajetória profissional e apoiar outras mulheres.
Da experiência bancária ao empreendedorismo digital
Luciana Pratis trabalhou por 20 anos no setor bancário, uma carreira que conciliava com os desafios da maternidade e da vida pessoal. Durante a pandemia, ela decidiu abrir uma loja online de bolsas, mesmo sem experiência prévia no comércio digital. Essa iniciativa não apenas marcou o início de sua jornada como empreendedora, mas também a levou a criar um movimento para conectar mulheres que enfrentavam dificuldades semelhantes, especialmente na conciliação entre trabalho, rotina e cuidados familiares.
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“A ideia partiu do momento em que eu tinha vários desafios como mulher e como profissional. Era época de pandemia. Eu criei uma loja de bolsas online sem ter nenhum nível de experiência em relação a isso. E eu comecei a conectar mulheres que passavam pelas mesmas dificuldades, no sentido de conciliar trabalho, rotina, filhos”, explicou Luciana.
Mulheres que Inspiram: um movimento plural: O movimento “Mulheres que Inspiram” nasceu da iniciativa de Luciana de reunir mulheres para eventos que incluíam exposição de produtos, desfiles e vendas. O projeto cresceu rapidamente, atendendo hoje cerca de 100 mulheres em diferentes fases da vida, que desejam empreender ou já possuem seus próprios negócios. O grupo é diverso, incluindo influenciadoras, mães, donas de casa, secretárias do lar e empresárias de grande sucesso, com faturamento anual de até 1 bilhão de reais.
“Quando eu digo que não tenho um nicho segmentado, só empreendedora, só mulher, só esse nicho específico, eu consigo transitar por todos eles”, afirmou Luciana.
Desafios e apoio para o sucesso feminino: Apesar da significativa participação feminina na força de trabalho local, a taxa de sucesso das mulheres empreendedoras ainda é menor em comparação aos homens, frequentemente devido à falta de planejamento e apoio adequado. O projeto “Mulheres Raras”, liderado por Luciana, atua justamente nesse ponto, oferecendo palestras, encontros e mentorias que ajudam as participantes a adquirir conhecimento e aprimorar seus negócios conforme suas necessidades individuais.
“Essas meninas buscam algo que a gente traz de acordo com a necessidade e a individualidade de cada uma. Então a gente trabalha muito com essa base da mulher para chegar aonde ela gostaria”, destacou Luciana.
Transformação pessoal e profissional: Após completar duas décadas no setor bancário, Luciana decidiu se dedicar integralmente ao projeto, que hoje é sua principal fonte de renda e propósito de vida. Ela enfatiza que o movimento “Mulheres Raras” faz parte de sua rotina e representa uma realização pessoal e profissional.
“Trabalhando no banco eu não conseguia fazer isso. Então eu completei 20 anos, dia 5 de maio, e dia 8 foi o meu último dia. Hoje eu lidero e é minha principal fonte de renda, principal fonte de objetivo. É o meu propósito e hoje o rara faz parte da minha rotina”, concluiu.
Entenda melhor
O cenário do empreendedorismo feminino no Brasil é marcado por desafios estruturais, como a necessidade de conciliar múltiplas funções e a falta de suporte formal. Projetos como o de Luciana Pratis são fundamentais para oferecer suporte prático e emocional, além de promover a troca de experiências entre mulheres de diferentes perfis e setores.



