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Conhece a síndrome do coração partido? condição é desenvolvida, especialmente, por fatores emocionais

Grandes estresses, como a perda de um ente querido ou grande prejuízo financeiro, podem desencadear o problema
Conhece a síndrome do coração partido?
Grandes estresses, como a perda de um ente querido ou grande prejuízo financeiro, podem desencadear o problema

Grandes estresses, como a perda de um ente querido ou grande prejuízo financeiro, podem desencadear o problema

A síndrome do coração partido, Conhece a síndrome do coração partido? condição é desenvolvida, especialmente, por fatores emocionais, também conhecida como cardiomiopatia induzida por estresse, é uma condição clínica rara que ocorre em resposta a eventos emocionais intensos, como a perda de um ente querido, divórcio, perda de emprego ou dificuldades financeiras. Essa patologia evidencia a estreita relação entre mente e corpo, pois o estresse emocional pode desencadear alterações físicas significativas no coração.

O que é a síndrome do coração partido

Trata-se de uma doença cardíaca que afeta os ventrículos do coração, causando contrações inadequadas e desordenadas. Essa alteração pode ser observada em exames de imagem, que mostram o funcionamento irregular do músculo cardíaco, dando a impressão de um “coração partido”. Os sintomas físicos são semelhantes aos do infarto agudo do miocárdio, o que pode dificultar o diagnóstico inicial.

Sintomas e sinais de alerta: Os principais sintomas incluem aperto no peito, dificuldade para respirar, tonturas, náuseas, vômitos, perda de apetite, dores e pontadas no estômago, cansaço excessivo e dificuldade para dormir. Além dos sinais físicos, a síndrome pode apresentar manifestações psicológicas como perda da autoestima, tristeza profunda, raiva, sentimentos negativos e até ideação suicida. Esses sintomas podem ser confundidos com crises de ansiedade ou transtornos depressivos, o que reforça a necessidade de avaliação médica adequada.

Importância do acompanhamento médico: É fundamental que pessoas que passaram por perdas significativas e apresentem esses sintomas procurem atendimento médico, seja com cardiologista ou clínico geral. Em casos mais graves, pode ser necessária a busca por atendimento de emergência. Embora os casos fatais sejam raros, a síndrome pode levar a complicações sérias, incluindo infarto e morte súbita. Há relatos de pessoas que faleceram pouco tempo após a morte de seus cônjuges, fenômeno que pode ser explicado pela síndrome do coração partido.

Prevenção e manejo da síndrome: Estudos recentes indicam que a prática regular de atividade física pode ajudar na prevenção da síndrome. Mesmo durante o luto, é recomendada a realização de exercícios leves, como caminhadas de 10 a 20 minutos, pelo menos quatro vezes por semana. A companhia de outras pessoas durante a atividade pode ser benéfica, pois o isolamento é comum em momentos de perda e pode agravar o quadro emocional.

A atividade física estimula a liberação de endorfina, um hormônio que atua como antídoto contra os hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol, reduzindo a sensação de angústia e promovendo bem-estar. Além disso, o contato com o ambiente externo durante as caminhadas ajuda a pessoa enlutada a se reconectar com a vida e a natureza, o que pode contribuir para a recuperação emocional.

Informações adicionais

É importante compreender que o processo de luto não é linear e pode variar ao longo do dia, com momentos de alívio e outros de sofrimento intenso. Permitir-se sentir esses momentos de bem-estar é essencial para a recuperação. O manejo da síndrome do coração partido envolve cuidados clínicos e apoio emocional, destacando a necessidade de uma abordagem integrada que considere aspectos físicos, psicológicos e espirituais, conforme as crenças individuais.

Além disso, o desenvolvimento da inteligência emocional e o equilíbrio emocional são ferramentas importantes para enfrentar perdas e adversidades ao longo da vida. A ciência continua avançando na compreensão dessa síndrome e na busca por tratamentos eficazes que promovam qualidade de vida para os pacientes afetados.

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