Conjunto de medidas do Governo Federal tenta minimizar impactos do ‘tarifaço’
O governo federal anunciou medidas para mitigar os impactos das tarifas dos Estados Unidos na economia brasileira. Um pacote de 30 bilhões de reais em crédito foi disponibilizado para empresas que demonstrarem dificuldades devido à sua dependência do mercado americano, com foco em médias e pequenas empresas. Em contrapartida, as empresas que aderirem ao programa se comprometem a manter o quadro total de funcionários.
Crédito e Benefícios Fiscais
O pacote inclui benefícios fiscais específicos para exportação, como a suspensão da incidência de impostos em operações de drawback, onde insumos importados são utilizados na produção de bens a serem reexportados. Embora algumas empresas necessitem desse apoio e o utilizem imediatamente, outras, especialmente as maiores, podem não aderir para evitar o compromisso de manutenção do quadro de funcionários.
Equilíbrio e Populismo
É crucial que o Congresso aprove a medida provisória sem ampliar excessivamente os benefícios, evitando o populismo econômico. Ampliar benefícios para certos setores pode gerar custos para toda a sociedade. O governo brasileiro optou por não retaliar os Estados Unidos na mesma proporção, demonstrando interesse em manter negociações e evitar uma escalada de agressões comerciais.
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Desaceleração Econômica e Taxa de Juros
Dados recentes indicam uma queda no nível de atividade econômica, com desaceleração no comércio e serviços. A taxa de juros no Brasil, considerada alta, tem contribuído para esse cenário. Em junho, houve uma desaceleração forte, com alguns segmentos apresentando queda. O setor de serviços, especialmente os prestados às famílias, teve um desempenho negativo. A expectativa é que a queda seja ainda maior em julho e atrássto.
Oportunidades e Perspectivas
Apesar do cenário complexo, o Brasil tem se recuperado rapidamente e a Argentina se tornou o terceiro maior parceiro econômico, servindo como um colchão amortecedor. As exportações para a Argentina, incluindo bens industriais, têm crescido. Além disso, as exportações para a China também aumentaram. Há, portanto, algumas notícias positivas no comércio exterior brasileiro.
Os impactos iniciais da taxação americana tendem a ser absorvidos ao longo do tempo, com as empresas buscando novos mercados e o mercado interno se fortalecendo.