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Conppac aponta que as obras na 9 de Julho lesam o patrimônio cultural e a população e as árvores

Lucas Gabriel Pereira critica a falta de planejamento e a execução da revitalização da via; atividades estão orçadas em R$ 31 mi
obras 9 de Julho
Lucas Gabriel Pereira critica a falta de planejamento e a execução da revitalização da via; atividades estão orçadas em R$ 31 mi

Lucas Gabriel Pereira critica a falta de planejamento e a execução da revitalização da via; atividades estão orçadas em R$ 31 mi

Obras de revitalização da Avenida 9 de Julho em Ribeirão Preto geram polêmica e contestações.

Impactos Ambientais e Patrimoniais

Denúncias do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (Compacto) sobre a obra de revitalização da Avenida 9 de Julho, em Ribeirão Preto, levantam preocupações sobre danos ao patrimônio histórico e ambiental. A principal crítica se concentra na falta de cuidado com as árvores da espécie Cibipiruna, tombadas como patrimônio histórico. O Compacto afirma que a prefeitura deveria ter realizado um planejamento mais detalhado, incluindo a catalogação e avaliação clínica das árvores antes do início das obras. A descoberta tardia de galerias de águas pluviais também causou atrasos significativos no cronograma, que inicialmente previa 45 dias de trabalho, mas já se estende por quatro meses.

Preocupações com Segurança e Custos

Além dos danos ambientais e patrimoniais, as obras também geraram preocupações com a segurança. O Compacto menciona um deslizamento de terra em atrássto que resultou na morte de um operário e ferimentos em outro. Os transtornos causados aos comerciantes e moradores da região, e os riscos de problemas maiores na próxima temporada de chuvas, também são apontados como consequências negativas da obra. O custo da revitalização, superior a 31 milhões de reais, também é questionado, considerando os problemas e atrasos enfrentados.

Desvios e posicionamentos

A Secretaria de Meio Ambiente de Ribeirão Preto afirma ter monitorado a obra e realizado vistorias, fotografando e catalogando as árvores. A Secretaria de Obras informou que as redes pluviais são desviadas manualmente para proteger as raízes das Cibipirunas. A construtora responsável pela obra nega danos às árvores. O presidente do Compacto, Lucas Gabriel Perera, critica a falta de cuidado com o planejamento e o patrimônio histórico, alegando lesões ao patrimônio cultural, à população e aos empresários da região. A obra, segundo o Compacto, põe em risco a memória e a identidade cultural da cidade.

A polêmica envolvendo a revitalização da Avenida 9 de Julho expõe a necessidade de um planejamento mais cuidadoso e transparente em obras que impactam o patrimônio histórico e ambiental. A falta de planejamento adequado e a gestão inadequada dos recursos públicos geraram atrasos, custos adicionais e riscos à segurança, além de danos ao patrimônio histórico e ambiental da cidade.

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