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Conppac denuncia a demolição ilegal de três imóveis que são patrimônios históricos no campus da USP

Prefeitura do campus teria alegado que teve a autorização do Condephaat; caso deve ser judicializado
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Prefeitura do campus teria alegado que teve a autorização do Condephaat; caso deve ser judicializado

Prefeitura do campus teria alegado que teve a autorização do Condephaat; caso deve ser judicializado

Três casas históricas localizadas no campus da USP de Ribeirão Preto foram demolidas, causando indignação e questionamentos sobre a preservação do patrimônio cultural da cidade.

Demolição Ilegal de Casas Históricas

O Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (Compacto) afirma não ter recebido nenhum pedido de demolição e que a ação foi ilegal. As casas, tombadas recentemente, faziam parte de um inventário de bens culturais de Ribeirão Preto desde 2013 e eram protegidas por lei. O advogado e presidente do Compacto, Lucas Gabriel Pereira, explicou que o local passará por perícia para apurar responsabilidades. A prefeitura do campus alega ter autorização do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), mas essa autorização não foi repassada ao Compacto, órgão municipal competente.

Importância Histórica e Cultural

As casas demolidas remontam ao início do século XX, época em que a fazenda onde hoje se situa a USP Ribeirão Preto era uma grande produtora de café, com mais de 14 milhões de pés de café e 10 mil colonos. Elas representam a história da imigração italiana para a região e a memória da colônia milanesa que se estabeleceu na região após o declínio da produção cafeeira. A professora Silvia Maria do Espírito Santo, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, destaca o prejuízo para a cultura local e a dificuldade de projetar Ribeirão Preto como referência histórica do café com a perda desse patrimônio. O presidente do Compacto informou que o caso será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público.

Próximos Passos e Ações

A USP declarou desconhecer o tombamento das casas e negou tê-las demolido, alegando possuir autorização do Condephaat para a derrubada dos imóveis. A falta de comunicação entre os órgãos envolvidos e a ausência de notificação ao Compacto geraram a situação lamentável. A investigação buscará esclarecer as responsabilidades e garantir que medidas sejam tomadas para evitar novas ocorrências. A preservação do patrimônio histórico é fundamental para a identidade cultural de Ribeirão Preto e requer a cooperação entre instituições públicas e privadas.

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