Reunião também marcou as eleições de Alexandre Bortolato e Virgílio Pires Martins para representarem o clube no Botafogo SA
Uma reunião do Conselho Deliberativo do Botafogo, realizada na segunda-feira à noite no Estádio Santa Cruz, gerou polêmicas e discussões acaloradas. Aproximadamente 130 conselheiros estiveram presentes, com a segurança reforçada devido a incidentes em reuniões anteriores.
Contas Reprovadas e Tensões no Conselho
A principal pauta foi a apreciação das contas do ano anterior, referentes à gestão de Gerson em Garcia. Apesar de um parecer favorável do auditor independente, o Conselho Fiscal apontou inconsistências na separação das contas do Botafogo F.C. e da S.A., levando à rejeição das contas. A situação gerou irritação em Gerson e seus apoiadores. Alfredo Cristolo, presidente do Conselho, explicou que a demora na aprovação se deveu à pendência de documentos relacionados à transição para a S.A.
Polêmicas na Escolha de Novos Conselheiros
A segunda pauta, a escolha de dois novos membros para o Conselho de Administração da Botafogo S.A., também foi marcada por controvérsias. A candidatura de Adalberto Grifo foi questionada devido a sua inelegibilidade até 2021, levando-o a retirar sua candidatura. A candidatura de Virgílio Pires Martins, que possui um processo judicial contra o extinto Instituto Botafogo Social, foi aprovada, apesar das discussões sobre o assunto. Alexandre Bortolato, advogado que participou da elaboração dos contratos com a investidora TREX, apontou a necessidade de revisão de contratos e reequilíbrio financeiro entre o Botafogo e a TREX, considerando a diferença de poder de voto entre as partes.
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Desdobramentos e Próximos Passos
Tanto Adalberto Grifo quanto Gerson em Garcia deixaram o estádio antes do fim da reunião. O Conselho de Ética pediu a renúncia de Luís Pereira e Gerson em Garcia, que terão 10 dias para apresentar defesa. Uma nova reunião será marcada em 15 dias para deliberar sobre o caso. Gerson em Garcia, em entrevista posterior, explicou os motivos da reprovação das contas, atribuindo-a a questões burocráticas na transição para a S.A. Ele também considerou o pedido de sua exclusão como um ato político.



