Depoimento desta quarta-feira durou cerca de 40 minutos; vereador afastado esteve presente, mas não se manisfestou
O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Ribeirão Preto iniciou a oitiva das testemunhas de defesa do vereador afastado, Valdir Vilela. Investigado por crimes de peculato, uso de documento falso, exercício irregular da profissão e corrupção passiva e ativa, Vilela arrolou 10 testemunhas.
Depoimento e Ausência
Nesta primeira fase, apenas uma das duas testemunhas convocadas compareceu à OAB. A outra faltou por problemas de saúde, tendo o Conselho concedido um prazo de cinco dias para apresentação de atestado médico, remarcando o depoimento para 18 de outubro. Maria Mercedes Jorge, a testemunha presente, negou que Vilela tenha atuado como médico, afirmando que seu trabalho era exclusivamente social.
Defesa e Contrapontos
A denúncia contra o vereador gira em torno do atendimento médico prestado, supostamente, em um ambulatório espírita no bairro Tanquinho. Seu advogado, Regis Galino, se mostrou satisfeito com o depoimento, alegando que as testemunhas corroboram a versão de que Vilela não usava o ambulatório para angariar votos e nem atuava como médico, mas sim desenvolvia trabalho social há mais de 40 anos na cidade. O relator do caso, vereador Isaac Antunes, considerou que o depoimento não trouxe fatos novos ao processo.
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Desdobramentos e Próximos Passos
Com o adiamento de um depoimento, a previsão inicial para conclusão do parecer sobre o caso de Valdir Vilela, prevista para o início de outubro, deverá ser alterada. O Conselho de Ética seguirá ouvindo as testemunhas semanalmente na OAB, já que Vilela está proibido de frequentar prédios públicos. Vale ressaltar que o mandado de segurança impetrado pela defesa garantiu o retorno do recebimento dos salários do vereador.



