Adauto Marmita e Isaac Antunes são alvos de inquérito pela Polícia Federal e Ministério Público
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto abriu investigações contra os vereadores Adalto Marmita e Isaqui Antunes, ambos alvos de denúncias por quebra de decoro parlamentar. As representações foram encaminhadas ao Conselho de Ética da Casa e os processos devem ser concluídos em até 60 dias.
Investigação contra Isaqui Antunes
Isaqui Antunes é investigado pela Polícia Federal (PF) por crime eleitoral, suspeito de ter prometido limpar o nome de inadimplentes em troca de votos na eleição de 2016. A operação Temis também o relaciona a um escritório de advocacia investigado por fraudes judiciais de R$ 100 milhões, ligação que o vereador nega.
Investigação contra Adalto Marmita
Adalto Marmita enfrenta um pedido de investigação do Ministério Público (MP) por suposta organização dos eventos “Baile Funk” que terminaram em confusão no final do ano passado. O vereador refuta a acusação, alegando ter apenas encaminhado um ofício à prefeitura solicitando o fechamento de uma rua para as festas. Um vídeo de um policial militar mostra Marmita tentando evitar o apreensão de freezers durante o evento, alegando estar apenas ajudando moradores da região do Parque Ribeirão Preto.
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Andamento das Investigações e Defesas
Os vereadores Marinho Sampaio e André Trindade foram designados relatores dos processos contra Antunes e Marmita, respectivamente. Ambos os relatores afirmaram que analisarão as provas e ouvirão os vereadores investigados antes de emitir seus pareceres. Os vereadores investigados terão dez dias para apresentar suas defesas após a divulgação dos pareceres. Apesar de ambos os relatores pertencerem ao mesmo bloco na Câmara, ambos negaram que isso influenciará suas investigações. Tanto Antunes quanto Marmita negam as acusações. Antunes alega participação em ações sociais em bairros carentes, sem intenção eleitoreira, enquanto Marmita nega envolvimento na organização dos Bailes Funk.



