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Conselho de Ética da Câmara decide suspender Bigodini por seis meses sem salário

Conselho de Ética da Câmara decide suspender Bigodini por seis meses sem salário
Conselho de Ética da Câmara
Conselho de Ética da Câmara decide suspender Bigodini por seis meses sem salário

Conselho de Ética da Câmara decide suspender Bigodini por seis meses sem salário

Acompanhamos ao vivo da Câmara Municipal de Ribeirão Preto a reunião do Conselho de Ética que avaliou denúncias contra o vereador Bigodini do MDB. O relator do caso, Maurício Vila Branches, apresentou seu parecer, sugerindo a suspensão do mandato do vereador. Entenda os principais pontos discutidos e o possível futuro do caso.

O Relatório do Conselho de Ética

Após a coleta de provas, incluindo o inquérito policial, a defesa de Bigodini e o relatório clínico do atendimento médico, o relator Maurício Vila Branches apresentou o relatório. Ele destacou que todas as etapas do processo foram devidamente cumpridas, assegurando o contraditório e a ampla defesa, em conformidade com as normas internas da Câmara, o Regimento Interno, a Lei Orgânica do Município e os princípios constitucionais.

Branches ressaltou a importância da moralidade na conduta parlamentar, afirmando que, embora os fatos narrados não estejam diretamente relacionados ao exercício do mandato, é dever do vereador observar padrões éticos e morais compatíveis com a dignidade do cargo. Ele enfatizou que a Câmara Municipal exerce um papel de destaque na representação da comunidade local, sendo um exemplo para a sociedade.

A Pena Sugerida e a Dosimetria

O relator considerou a natureza, a gravidade e a repercussão dos fatos, bem como as circunstâncias atenuantes e agravantes. Ele reconheceu que o episódio teve natureza pessoal, mas com repercussão pública significativa, justificando a atuação do Conselho de Ética. Apesar de não constatar dolo funcional ou desvio de finalidade, Branches argumentou que o episódio envolvendo o vereador afetou a confiança pública e feriu o senso de responsabilidade que deve acompanhar o exercício de um mandato eletivo.

Diante disso, o relator propôs a suspensão do exercício do mandato pelo prazo de seis meses, com a suspensão dos subsídios, mas preservando os direitos políticos e o vínculo parlamentar. Ele justificou a medida como justa, firme e necessária para reafirmar o valor do mandato e preservar a imagem do Poder Legislativo.

Próximos Passos

Com o relatório entregue aos membros do Conselho de Ética, a decisão final sobre a suspensão do vereador Bigodini caberá ao plenário da Câmara. O cientista político Bruno Silva comentou que o plenário pode acatar ou rejeitar o parecer do Conselho de Ética. Caso o plenário rejeite o parecer, não haveria punição. Acompanharemos os próximos desdobramentos e como o plenário reagirá a essa situação.

O caso segue para deliberação no plenário da Câmara, onde os vereadores decidirão se acatam ou não a recomendação do Conselho de Ética. A decisão final terá impacto na imagem do legislativo municipal e na confiança da população em seus representantes.

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