Levantamento indica que quatro em cada 10 vagas para residentes não são preenchidas em São Paulo
Quase 40% das vagas de residência médica em São Paulo estão sem preenchimento, segundo dados do Conselho Federal de Medicina. No Brasil, o número chega a quase 23 mil vagas ociosas. Este cenário preocupa as autoridades, especialmente em um momento de alta demanda por especialistas.
Falta de Bolsas e Preceptores
Um dos principais motivos para a falta de preenchimento é a ausência de bolsas de auxílio em alguns hospitais. O diretor de Atenção e Saúde, André Peluz-Nogueira, destaca a importância da remuneração dos médicos preceptores, responsáveis pela supervisão dos residentes. Sem incentivos financeiros, tanto para residentes quanto para preceptores, muitas vagas permanecem abertas, mesmo com a oferta inicial pelo órgão competente.
Programas de Incentivo e Descredenciamentos
A secretária da Comissão Nacional de Residência Médica, Rosana Leite de Mello, menciona programas governamentais para estimular o preenchimento das vagas, mas admite baixa adesão. Ela também aponta para a abertura de vagas em algumas especialidades, como medicina de família e comunidade, sem o preenchimento esperado, o que em alguns casos resulta em descredenciamentos por falta de pagamento.
Leia também
Experiência Positiva e Formação
Apesar do cenário preocupante, a estudante de medicina Ana Carolina Cunha relata experiência positiva em sua residência médica, destacando a importância da vivência prática para a formação profissional. A experiência prática em casos semelhantes proporciona maior segurança no dia a dia após a conclusão da residência.



