Vice-presidente Emanuel Fortes falou à CBN Ribeirão
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou que recorrerá à Justiça para contestar a decisão que permite a farmacêuticos orientarem pacientes sobre quais medicamentos tomar. A alegação principal é que esses profissionais não possuem a autorização legal necessária para prescrever medicamentos.
O Posicionamento do CFM
Segundo Emmanuel Fortes, vice-presidente do CFM, a medida representa um risco para toda a sociedade. A preocupação central reside na atuação do farmacêutico realizando diagnósticos e prescrevendo medicamentos, mesmo aqueles que não exigem prescrição médica.
Riscos da Prescrição por Farmacêuticos
Fortes argumenta que, embora a dispensa de prescrição possa parecer simplificar o acesso a certos medicamentos, a prescrição por um profissional não médico exige um conhecimento aprofundado em medicina, e não apenas em farmácia. Essa falta de expertise médica pode levar a diagnósticos imprecisos e prescrições inadequadas, colocando a saúde dos pacientes em risco.
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Ações Legais e Defesa da Sociedade
O CFM planeja ingressar com uma ação judicial contra o Conselho de Farmácia, seguindo a mesma linha de ações já tomadas contra o Conselho de Enfermagem e portarias ministeriais. O objetivo, segundo o CFM, é proteger a sociedade de práticas que, embora possam parecer benéficas, na realidade a tornam mais vulnerável.
A iniciativa busca garantir que a prescrição de medicamentos seja realizada por profissionais devidamente qualificados, assegurando a segurança e o bem-estar dos pacientes.



