Ex-presidente do Bota não pagou um empréstimo com a Trexx e aprovou a mudança do clube de SA para SAF sem anuência do conselho
O Conselho Deliberativo do Botafogo reprovou as contas de Oswaldo Festusse referentes aos anos de 2020 e 2021. A principal razão para a reprovação foi a não quitação de uma dívida de R$ 700 mil (que já ultrapassa R$ 1 milhão com juros e correções) com a empresa Trax, do empresário Adalbeto Batista, contraída na gestão anterior, do presidente Dimitri Abreu.
Dívida com a Trax e Implicações Jurídicas
O empréstimo à Trax, que deveria ter sido pago na gestão Festusse, não foi, levando o caso à Justiça. A Trax busca o pagamento da dívida, que já inclui juros e correções, e até mesmo ações do Botafogo como forma de compensação. A situação está sendo analisada pelos advogados do clube.
Mudança para SAF e Possíveis Prejuízos
Outro ponto polêmico foi a transformação do Botafogo de S.A. para SAF, realizada no final do mandato de Festusse sem a devida aprovação do Conselho. Embora visasse a redução de impostos, a alteração poderia resultar em prejuízos ao clube, pois a SAF permitiria que o Botafogo deixasse de ser o acionista majoritário, podendo deter apenas 10% das ações. Atualmente, a proporção é de 60% para o Botafogo e 40% para a Trax. Uma ação judicial busca reverter essa mudança, e enquanto ela não for julgada, a alteração não será efetivada.
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Possíveis Responsabilizações e o Futuro
O Conselho Deliberativo autorizou a judicialização do caso, visando responsabilizar Festusse por possíveis danos ao clube. A situação é semelhante à do ex-presidente Gesson, cujo caso, apesar de autorizado há dois anos, ainda não foi encaminhado à Justiça devido a análises jurídicas em andamento. A interdependência entre os casos do Botafogo S.A. e do Botafogo F.C. pode atrasar o processo. Festusse, por sua vez, afirma ter agido dentro da lei e nega irregularidades. A reunião contou com a presença de apenas 30 conselheiros. A lesão muscular na coxa do jogador Gianvito, que pode o afastar por um mês, preocupa o Botafogo na reta final da Série B.
A situação financeira e administrativa do Botafogo exige soluções imediatas. A falta de participação em reuniões importantes demonstra a necessidade de maior engajamento dos conselheiros e transparência na gestão do clube. A ausência de uma disputa interna qualificada prejudica a tomada de decisões e a fiscalização das ações da administração. A participação ativa dos torcedores na vida política do clube é fundamental para garantir a sua saúde financeira e administrativa.


